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Unicredit planeia cortar 8.000 postos de trabalho e fechar 500 balcões

O maior banco italiano planeia cortar 8.000 postos de trabalho, o equivalente a 9% da força laboral. Isto ao mesmo tempo que vai lançar uma recompra de ações de dois mil milhões de euros.

O gigante italiano Unicredit também tem sofrido com as análises de que poderá precisar de um aumento de capital. Além dos problemas específicos que enfrenta, o banco aceitou assegurar a operação de aumento de capital de outro banco italiano em dificuldades, o Banca Popolare di Vicenza, e teve de ser um dos maiores contribuintes para o fundo italiano para resgatar o sector. As acções descem 50% em 2016.
Bloomberg
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 03 de Dezembro de 2019 às 08:50
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O Unicredit planeia reduzir a força laboral em 8.000 colaboradores, no âmbito de um novo plano estratégico para os próximos quatro anos. A decisão é anunciada numa altura em que o maior banco italiano está a aguardar pela aprovação dos reguladores para a sua primeira recompra de ações em dez anos, na expectativa de que este passo dê um sinal de recuperação aos investidores. 

Os objetivos do plano, agora apresentado, são "pragmáticos e possíveis de alcançar", de acordo com um comunicado de Jean Pierre Mustier, CEO do Unicredit, citado pela Bloomberg. "Baseiam-se num conjunto realista de pressupostos macroeconómicos, sendo mais conservadores do que aqueles assumidos pelo mercado", acrescentou o responsável. 

O banco com sede em Milão anunciou as novas metas até 2023 para fazer face àquele que é um cenário de abrandamento económico e de taxas de juro baixas. De acordo com o plano, o Unicredit vai compensar os investidores através da recompra de dois mil milhões de euros de ações. 

Ao mesmo tempo, a instituição financeira vai avançar com uma redução do número de funcionários, o equivalente a mais de 9% da força laboral. Ou seja, vai despedir perto de 8.000 pessoas. Além disso, planeia fechar perto de 500 agências. 

O Unicredit pretende ainda acelerar a redução de crédito malparado, prometendo cortar o "stock" de Non-Performing Loans (NPL) para menos de 9 mil milhões de euros até ao final do ano e abaixo de 5 mil milhões de euros até ao final de 2020.
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