Banca & Finanças "Vai ser preciso coragem" para resolver casos que levam às imparidades no Novo Banco

"Vai ser preciso coragem" para resolver casos que levam às imparidades no Novo Banco

A comissão de acompanhamento para a venda do Novo Banco para a Lone Star garante que tem questionado os auditores sobre o nível de imparidades registadas pelo Novo Banco e responder que não têm sido feitas em excesso.
"Vai ser preciso coragem" para resolver casos que levam às imparidades no Novo Banco
Alexandra Machado 13 de março de 2019 às 10:22

A comissão de acompanhamento da venda do Novo banco à Lone Star garante que tem questionado os auditores do banco sobre o nível de imparidades registadas anualmente. Questionou em 2017 a PwC e este ano a EY, os auditores do Novo Banco. "Os critérios das provisões são os critérios dos auditores, do banco, e é usual perguntar se nas contas estão todas as imparidades, mas neste caso perguntei se não há imparidades a mais", garantiu José Rodrigues de Jesus, que deu de seguida a resposta: "Não".

Este responsável, que está a ser ouvido na comissão de Orçamento e Finanças, acrescentou mesmo que "ainda há imparidades para fazer", apesar da economia ter melhorado.

E explicou mesmo, sem citar devedores, que "há casos muito maus. Mesmo muito maus e tendem a piorar, estão a degradar-se". E vai mais longe: "há casos em que é preciso ter coragem para os resolver. O Fundo de Resolução e o banco têm nas suas mãos alguns casos em que é preciso ter coragem para os resolver".

Admitiu mesmo que "há casos que um dia vão ter de ser tratados pelo Fundo de Resolução e o banco e não sei como vão ser tratados. Vai ser preciso coragem para tratar esses casos".




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