Lucros da Jerónimo Martins sobem 7,9% para 646 milhões de euros em 2025

Dona do Pingo Doce fala em "bons resultados" em 2025 apesar da "pressão" e alerta que efeitos da instabilidade geopolítica com que arrancou 2026 no preço da energia ou inflação alimentar são, neste momento, imprevisíveis.
A Jerónimo Martins liderada por Pedro Soares dos Santos voltou a aumentar o resultado líquido.
Diana do Mar 18:22

A Jerónimo Martins fechou o ano passado com lucros de 646 milhões de euros, valor que traduz um aumento de 7,9%, anunciou, esta quarta-feira, o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos, que voltou a ver crescer o resultado líquido .

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dona do Pingo Doce recorda que as vendas aumentaram 7,6% em 2025 para 35.991 milhões de euros, , dando nota de que o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subiu 11,1% para 2,5 mil milhões de euros, com a respetiva margem a fixar-se nos 6,9% (6,7% em 2024).

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"Em 2025, apesar da pressão exercida pelos desafios geopolíticos e pelas tensões comerciais na economia internacional em geral e nos mercados onde operamos em particular, as nossas companhias demonstraram uma notável capacidade de adaptação, entregando um crescimento robusto das vendas, bons resultados e geração de caixa, e preservando o retorno ao capital investido", afirma o presidente do conselho de administração e CEO da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, na mensagem que acompanha os resultados.

E as perspetivas para 2026 não são animadoras: "O ano inicia-se com uma escalada da instabilidade geopolítica, cujos efeitos nos diferentes indicadores macroeconómicos, entre os quais o preço da energia e a inflação alimentar, são, neste momento, imprevisíveis."

"Como grupo estamos conscientes de que, num contexto cada vez mais complexo, vamos precisar de, a cada momento, rever o sentido de prontidão das equipas que têm muito claras as prioridades: crescer de forma sustentável e rentável, mantendo a liderança em preço e continuando a trabalhar com o propósito de garantir produtos alimentares de qualidade para os milhões de consumidores que nos visitam diariamente", realça o líder da Jerónimo Martins.

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E, neste contexto, nos mercados onde opera - Portugal, Polónia, Colômbia e Eslováquia - "antecipa-se que os consumidores continuem a priorizar os preços baixos e as promoções, e que a intensidade da concorrência no retalho alimentar não dê sinais de abrandar".

Olhando ao desempenho por insígnias, a maior contribuição advém da polaca Biedronka que começou "a operar com deflação" em 2026. A marca da "joaninha", que responde por 70% da faturação, ultrapassou os 25 mil milhões de euros de vendas no ano em que celebrou 3 décadas, após crescer 7,5% face a 2024, com um Like-For-Like (LFL) (indicador de vendas comparáveis) de mais 1,9% em moeda local.

A também polaca Hebe, cadeia especializada em saúde e beleza do grupo, que registou deflação no cabaz, viu a faturação atingir 626 milhões de euros, ficando 7,4% acima de 2024.

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Em Portugal, as vendas do Pingo Doce cresceram 5,3% para 5,3 mil milhões de euros (com um LFL de 4% excluindo combustível), enquanto as do "cash & carry" Recheio alcançaram 1,4 mil milhões de euros, ficando 3% acima de 2024 (com um LFL de 3%).

Por fim, na Colômbia, a Ara entregou 3,2 mil milhões de euros em vendas - 13,3% acima de 2024 - com um LFL de 5,8% em moeda local.

Após execução do plano de investimento de 1,2 mil milhões e o pagamento de dividendos de 371 milhões de euros, o grupo apresentava uma posição líquida de caixa de 866 milhões de euros no final de 2025, com a dívida líquida a situar-se nos 3,3 mil milhões.

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A Jerónimo Martins terminou 2025 com 6.469 lojas, incluindo 540 em Portugal (497 supermercados Pingo Doce e 43 Recheio), onde empregava sensivelmente 35 mil trabalhadores.


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