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Vendas da Jerónimo Martins cresceram 7,6% para 35,9 mil milhões em 2025

Dona do Pingo Doce fala num "bom desempenho de vendas em contextos de consumo cautelosos" em 2025 e encara 2026 "com confiança", apesar do "clima de incerteza geopolítica".

Pedro Soares dos Santos, jerónimo martins
Pedro Soares dos Santos, jerónimo martins Miguel Baltazar
18:18

As vendas da Jerónimo Martins aumentaram 7,6% em 2025 para 35.991 milhões de euros, de acordo com dados preliminares, enviados, esta terça-feira, pelo grupo à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

Em termos LFL [Like-For-Like, indicador de vendas comparáveis] a subida foi de 2,5%. 

"Em 2025, operando em contextos de consumo refreados e cada vez mais sensíveis ao preço, mantivemos as prioridades estratégicas que nos distinguem: liderança de preço, inovação constante no sortido e compromisso com a melhoria contínua da qualidade das nossas lojas. Os consumidores responderam positivamente e registámos um sólido desempenho de vendas, com todas as insígnias do Grupo a entregarem crescimento em volume", diz o presidente do conselho de administração e CEO, Pedro Soares dos Santos, na mensagem que acompanha o comunicado.

E complementa: "O sólido trimestre de vendas com que fechámos 2025 permite-nos encarar o novo ano com confiança, pese embora o clima de incerteza geopolítica que continua a influenciar o sentimento das famílias".

No quarto trimestre, as vendas aumentaram 8,7%, para 9,5 mil milhões de euros, tendo o LFL sido de 3%.

Olhando ao desempenho por mercados, na Polónia, no ano em que celebrou três décadas, a Biedronka, a joia da coroa do grupo, que contribui com mais de 70% das receitas, subiu as vendas em 7,5% para 25,3 mil milhões de euros.  Já as vendas da Hebe, em euros, atingiram 626 milhões ficando 7,4% acima de 2024.

Em Portugal, o Pingo Doce, que cumpriu 45 anos, viu as vendas aumentarem 5,3% para os 5,3 mil milhões de euros, ou 4% excluindo combustível em termos LFL, enquanto a cadeia de "cash & carry" Recheio faturou 1,4 mil milhões de euros, mais 3% do que em 2024, também no LFL, o que significa que a operação em Portugal contribuiu com menos de um quinto para as vendas do grupo.

Por fim, na Colômbia, as vendas da Ara atingiram 3,2 mil milhões de euros, ficando 13,2% acima de 2024. 

A Jerónimo Martins fechou 2025 com um parque composto por 6.469 lojas, incluindo 3.882 Biedronka. Já em Portugal tinha 497 supermercados Pingo Doce e 43 Recheio.

Na mesma nota, Pedro Soares dos Santos sublinha precisamente que, em 2025, o grupo manteve "um ritmo exigente de expansão, superior a uma abertura de loja por dia, totalizando 448 novos pontos de venda". E "no contexto do ambicioso plano de investimento" executado destaca o início da internacionalização da Biedronka com a entrada na Eslováquia, onde foram inauguradas 15 lojas e um centro de distribuição.

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