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Vendas da Jerónimo Martins cresceram 7,6% para 35,9 mil milhões em 2025

Dona do Pingo Doce fala num "bom desempenho de vendas em contextos de consumo cautelosos" em 2025 e encara 2026 "com confiança", apesar do "clima de incerteza geopolítica".

Pedro Soares dos Santos, jerónimo martins
Pedro Soares dos Santos, jerónimo martins Miguel Baltazar
13 de Janeiro de 2026 às 18:18

As vendas da Jerónimo Martins aumentaram 7,6% em 2025 para 35.991 milhões de euros, de acordo com dados preliminares, enviados, esta terça-feira, pelo grupo à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

Em termos LFL [Like-For-Like, indicador de vendas comparáveis] a subida foi de 2,5%. 

"Em 2025, operando em contextos de consumo refreados e cada vez mais sensíveis ao preço, mantivemos as prioridades estratégicas que nos distinguem: liderança de preço, inovação constante no sortido e compromisso com a melhoria contínua da qualidade das nossas lojas. Os consumidores responderam positivamente e registámos um sólido desempenho de vendas, com todas as insígnias do Grupo a entregarem crescimento em volume", diz o presidente do conselho de administração e CEO, Pedro Soares dos Santos, na mensagem que acompanha o comunicado.

E complementa: "O sólido trimestre de vendas com que fechámos 2025 permite-nos encarar o novo ano com confiança, pese embora o clima de incerteza geopolítica que continua a influenciar o sentimento das famílias".

No quarto trimestre, as vendas aumentaram 8,7%, para 9,5 mil milhões de euros, tendo o LFL sido de 3%.

Olhando ao desempenho por mercados, na Polónia, no ano em que celebrou três décadas, a Biedronka, a joia da coroa do grupo, que contribui com mais de 70% das receitas, subiu as vendas em 7,5% para 25,3 mil milhões de euros.  Já as vendas da Hebe, em euros, atingiram 626 milhões ficando 7,4% acima de 2024.

Em Portugal, o Pingo Doce, que cumpriu 45 anos, viu as vendas aumentarem 5,3% para os 5,3 mil milhões de euros, ou 4% excluindo combustível em termos LFL, enquanto a cadeia de "cash & carry" Recheio faturou 1,4 mil milhões de euros, mais 3% do que em 2024, também no LFL, o que significa que a operação em Portugal contribuiu com menos de um quinto para as vendas do grupo.

Por fim, na Colômbia, as vendas da Ara atingiram 3,2 mil milhões de euros, ficando 13,2% acima de 2024. 

A Jerónimo Martins fechou 2025 com um parque composto por 6.469 lojas, incluindo 3.882 Biedronka. Já em Portugal tinha 497 supermercados Pingo Doce e 43 Recheio.

Na mesma nota, Pedro Soares dos Santos sublinha precisamente que, em 2025, o grupo manteve "um ritmo exigente de expansão, superior a uma abertura de loja por dia, totalizando 448 novos pontos de venda". E "no contexto do ambicioso plano de investimento" executado destaca o início da internacionalização da Biedronka com a entrada na Eslováquia, onde foram inauguradas 15 lojas e um centro de distribuição.

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