Belmiro de Azevedo: “ganhámos dinheiro no Brasil até hoje, mas também perdemos muito”
Belmiro de Azevedo, hoje distinguido com o Prémio Personalidade do Ano pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, faz um “balanço largamente positivo” da presença da Sonae no Brasil, apesar dos reveses que sofreu em alguns dos investimentos efectuados.
"Perdi 700 milhões investidos no sector da distribuição", recorda Belmiro de Azevedo, justificando assim a opção de centrar depois os seus negócios no sector dos "shoppings".
No entanto, apesar dos reveses iniciais, o empresário destacou a perseverança da presença da Sonae no país e, hoje, faz um "balanço largamente positivo" dos investimentos no Brasil.
Belmiro de Azevedo não deixou, porém, de deixar um recado: "Se o Brasil quer ter a ambição de ser um parceiro da Europa, ou mesmo mundial, tem de fazer algo face à excessiva protecção da produção local", replicou, salientando que o país não pode "fazer jogo duplo".
Actualmente, a Sonae tem cerca de 1.200 funcionários no Brasil, 40.000 pessoas em Portugal e entre 10 a 11 mil pessoas fora de território luso.
Além de Belmiro de Azevedo, também Frederico Curado, presidente da empresa aeronáutica brasileira Embraer, foi homenageado nesta cerimónia, na qual marcou presença o secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, e o embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva.
De recordar que Belmiro de Azevedo deixou a presidência do conselho de adiministração da Sonae em Abril deste ano, sendo substituído pelo filho Paulo de Azevedo.