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Preço dos imóveis comerciais com maior subida desde que há registo em 2025

Preços aceleraram mais de 10% no ano passado. Salto foi ainda assim inferior ao registado pelos preços das casas.

Preço dos imóveis comerciais com maior subida desde que há registo em 2025
Preço dos imóveis comerciais com maior subida desde que há registo em 2025 Nuno Alfarrobinha / Correio da Manhã
12:30

Os preços dos imóveis comerciais aumentaram 10,1% em 2025, mais 5,4 pontos percentuais face à variação de 2024 e a maior subida desde que há registo, divulgou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Este foi o aumento de preços das propriedades comerciais mais elevado desde o início da série, mantendo-se, contudo, a um nível inferior ao observado nos imóveis residenciais (17,6%)", nota o INE no destaque publicado hoje com os dados de 2025 do Índice de Preços das Propriedades Comerciais (IPPCom).

Segundo o instituto estatístico, o mercado residencial, cujo comportamento é descrito pela evolução do Índice de Preços da Habitação (IPHab), "apresentou um aumento dos preços superior ao das propriedades comerciais, tal como sucedeu nos últimos anos".

Assim, em 2025, o IPHab cresceu 17,6%, uma taxa de variação 7,5 pontos percentuais superior à do IPPCom, com ambos os indicadores a registarem um aumento do ritmo de crescimento dos preços.

Contudo, uma vez que o aumento foi mais intenso no caso do imobiliário habitacional, a diferença entre as taxas de crescimento dos dois índices ampliou-se em 3,1 pontos percentuais (em 2024, o diferencial nas taxas de variação foi de 4,4 pontos percentuais).

O Índice de Preços das Propriedades Comerciais (IPPCom) tem como principal objetivo medir a evolução dos preços das propriedades comerciais transacionadas no território nacional.

À semelhança do que sucede com o IPHab - que é divulgado pelo INE desde julho de 2014 - o IPPCom utiliza informação administrativa fiscal do imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT) e do imposto municipal sobre imóveis (IMI).

No destaque divulgado esta segunda-feira, o INE indica ainda que, no que se refere à aquisição de habitação pelos setores institucionais que não as Famílias (o IPHab circunscreve-se às aquisições feitas pelas famílias), representaram 21.180 do total de 169.812 alojamentos transacionados no ano passado.

Este número traduz-se num peso relativo de 12,5%, o mais baixo da série disponível, iniciada em 2019.

Segundo o INE, esta redução da percentagem de compras de alojamentos pelos Restantes Setores Institucionais resultou da quebra no número de aquisições face a 2024, de 2,8%, enquanto as famílias continuaram a evidenciar um aumento do número de aquisições, de 10,5%, para um total de 148.632 transações.

Em valor, as vendas de alojamentos a outros compradores que não as Famílias totalizaram 5.400 milhões de euros, mais 6,4% face ao ano anterior, um crescimento aquém do observado no valor das vendas de habitações às Famílias, que foi de 24,4%, para 35.700 milhões de euros.

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