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UE arranca semana com frente de combate às tarifas de Trump

Se não se chegar a bom porto, a União Europeia está apostada em retaliar contra as tarifas de Trump - de 25% sobre o aço e alumínio, bem como sobre os carros, e de 20% sobre quase todos os restantes produtos.

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Europa, União Europeia, UE, bandeiras, zona euro, banco central europeu Michele Tantussi /Reuters
06 de Abril de 2025 às 22:19

Os Estados-membros da União Europeia vão tentar mostrar uma frente unida, nos próximos dias, contra as tarifas alfandegárias que têm vindo a ser anunciadas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esperando-se que seja aprovado já na quarta-feira, 9 de abril, um primeiro conjunto de contra-medidas sobre o equivalente a 28 mil milhões de dólares em importações de produtos norte-americanos.

As novas conversações e tomadas de posição arrancam já nesta segunda-feira. Os ministros da UE com as pastas do Comércio encontram-se no Luxemburgo, logo de manhã, para discutir o impacto e a resposta à onda de tarifas universais recíprocas anunciada a 2 de abril por Trump, numa ação a que chamou de "dia da libertação".

No caso da UE trata-se de uma taxa adicional de 20% aplicada a partir de quarta-feira sobre quase todos os produtos.

Ainda nesta segunda-feira, mais ao final do dia, a Comissão Europeia irá propor aos 27 uma lista de produtos norte-americanos a atingir com taxas adicionais, em resposta às tarifas de 25% dos EUA sobre o aço e o alumínio importados à UE – que já estão a vigorar desde 12 de março.

Espera-se que a lista inclua um vasto leque de produtos norte-americanos, como carne, cereais, vinho, madeira, pastilha elástica, fio dental, diamantes, aspiradores e papel higiénico, destaca a Reuters.

A proposta de Bruxelas será depois votada na quarta-feira, data em que entram em vigor as tarifas recíprocas dos EUA. Espera-se que a proposta seja aprovada, só não acontecendo no caso – improvável – de uma maioria qualificada de 15 membros (representando 65% da população da UE) se opuser.

Essas tarifas europeias deverão depois entrar em vigor em duas fases: uma parte a 15 de abril e as restantes um mês mais tarde.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, irá também conversar, na segunda e na terça-feira, com presidentes executivos de empresas dos setores do aço, automóvel e farmacêutico para avaliar o impacto das tarifas e determinar o que fazer em seguida.

Recorde-se que desde 3 de abril que estão também em vigor novas tarifas de 25% sobre todos os automóveis que cheguem aos EUA, o que afeta igualmente as fabricantes europeias.

Até ao momento, as conversações com Washington não deram frutos. Na sexta-feira, 4 de abril, o comissário europeu para o Comércio, Maros Sefcovic, descreveu a troca de ideias que teve com os seus pares norte-americanos [secretário do Comércio, Howard Lutnick, e representante da Casa Branca para o Comércio, Jamieson Greer] como "francas". Nessa interação, que durou duas horas, Sefcovic disse aos seus interlocutores que as novas tarifas dos EUA são "injustificadas" e que as relações comerciais entre a UE e os Estados Unidos precisam de uma nova abordagem.

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