Mota-Engil interessada em concessões em Espanha, Irlanda e Europa Central
O plano estratégico do grupo para 2030 envolve o aumento de pelo menos 50% do valor contabilístico dos seus ativos na área das concessões para 1,5 a 2 mil milhões.
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“Portugal é demasiado pequeno para a Europa” na área das concessões, afirmou esta quarta-feira Carlos Mota dos Santos na apresentação do plano estratégico da Mota-Engil 2026-2030.
O CEO do grupo salientou, assim, que nesta área de negócio “temos que olhar para Espanha, Irlanda e Centro da Europa”.
O objetivo é que o "netbook value" (valor contabilístico líquido) dos ativos no segmento das concessões aumente pelo menos 50% face a 2025, passando de 1.000 milhões no ano passado para 1,5 a 2 mil milhões em 2030. Em 2021 esse valor era de 160 milhões.
Carlos Mota dos Santos salientou as “fortes oportunidades” na área das concessões nos mercados onde a Mota-Engil está presente. Em Portugal salientou as 15 concessões portuárias que serão lançadas até 2035, num investimento de 4 mil milhões, afirmando que "é estratégico para o grupo voltarmos a ser um operador portuário". Realçou também as PPP para o projeto de alta velocidade Lisboa-Porto, num investimento total de 11 mil milhões, assim como na área da saúde, com os hospitais de Algarve e Barcelos que serão lançados em PPP.
Nos mercados internacionais, o CEO realçou as oportunidades no México com a construção de estradas e ferrovia, no Peru, onde estão planeados 31 projetos no setor das águas e saneamento, assim como projetos rodoviários no valor de 21 mil milhões de dólares entre 2026 e 2028.
No Brasil salientou as 44 oportunidades de concessões rodoviárias até 2028 e no Panamá referiu o foco nas concessões de transportes.
Em África, a estratégia do grupo passa pelas concessões associadas à extensão do Corredor do Lobito. Na Nigéria tem na mira as de transportes, em Moçambique as futuras concessões da expansão do porto de Nacala. Só neste continente o potencial investimento em PPP oscila entre 65 e 212 mil milhões de dólares, referiu.
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