Alberto Rosário diz que palavras de Saraiva são "exercício delirante"
O empresário Alberto Rosário classifica de "delirantes" as afirmações que José António Saraiva produziu hoje na Assembleia da República sobre a venda da posição que a Cofina detinha no "Sol".
O empresário Alberto Rosário classifica de “delirantes” as afirmações que José António Saraiva produziu hoje na Assembleia da República sobre a venda da posição que a Cofina detinha no “Sol”.
“Exercício delirante”, declarou Alberto Rosário ao Negócios. Na altura, a Cofina negociou a participação em causa, que era de 33%, com Alberto Rosário e Joaquim Coimbra, que era já accionista do jornal. Este último levou a melhor e adquiriu a posição por cerca de 1,5 milhões de euros.
Alberto Rosário acrescentou que quando a Cofina se declarou vendedora do “Sol” fez uma proposta semelhante à apresentada por Joaquim Coimbra e que este, enquanto accionista, acabou por fechar o negócio por ter direito de opção sobre a posição. “A partir daí a minha acção sobre o “Sol” terminou. Tudo o resto é um exercício delirante”, diz.
Saraiva afirmou aos deputados que a entrada de Rosário no capital do semanário seria uma “manobra encapotada” para retirar a direcção do jornal, a qual é composta por José António Saraiva, José António Lima, Mário Ramires e Vítor Rainho.
“A Cofina disse que estava vendedora e, ao mesmo tempo, apresentou um comprador: o Alberto Rosário, que é assessor da Cofina. Era uma operação de venda a si própria”, afirmou Saraiva na audiência da comissão de ética do Parlamento sobre liberdade de expressão. O director do semanário acrescentou que, a efectivar-se o negócio, a “Cofina faria uma operação de limpeza da direcção. Se funcionasse, tudo bem. Se não, fechava o jornal. Vendia o jornal a si própria sem o ónus de ter feito um trabalho sujo”.