Allianz pode reduzir posição no Banco BPI para 5%
A Allianz, maior seguradora europeia, pode reduzir a posição que detém no Banco BPI para 5%, no âmbito da estratégia que vai encetar de baixar posição accionista nas suas participadas para 5%, disse o administrador financeiro da instituição financeira ale
A Allianz, maior seguradora europeia, pode reduzir a posição que detém no Banco BPI para 5%, no âmbito da estratégia que vai encetar de baixar posição accionista nas suas participadas para 5%, disse o administrador financeiro da instituição financeira alemã.
«Em regra geral queremos limitar as participações do nosso portfolio para posições em redor dos 5%», disse ontem Paul Achleitner, CFO da seguradora.
No Banco BPI [BPI] a Allianz tinha uma participação de 8,9%, avaliada em 189 milhões de euros, de acordo com o Relatório e Contas da seguradora alemã.
A Allianz tem ainda posições superiores a 5% no Banco Popular de Espanha, no Credit Agricole de França, na Munich Re, num total de 22 empresas europeias.
«Isto não vai ser automático», disse o CFO. A Allianz quer reduzir a sua exposição em participadas, pois o valor das suas posições em várias empresas ascendia a 26,7 mil milhões de euros no final do ano passado, menos que os 45,8 mil milhões de euros do final de 2002.
Comentando as intenções da Allianz a Espírito Santo Research diz que este anúncio pode aumentar a especulação que a empresa se prepara para vender toda a sua posição no BPI, mas alerta que «que a Allianz e o BPI são parceiros nos seguros em Portugal».
O banco de investimento do BES acredita assim que a companhia alemã poderá optar por vender 3,9% do BPI a um dos actuais accionistas da instituição liderada por Artur Santos Silva, como espanhol La Caixa, ou o brasileiro Itaú.
Cada um destes dois bancos controla cerca de 15% do capital do Banco BPI.
As acções do Banco BPI seguiam a subir 0,96% para os 3,15 euros, depois de ontem terem fechado a descer 2,19%.