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Associação Empresarial de Leiria estima prejuízos de "1.500 a 2.000 milhões"

Além dos prejuízos diretos, a associação alerta para outros, a longo prazo, fruto, por exemplo, do impacto do incumprimento de contratos. "Pode levar a penalizações comerciais", avisa.

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Os prejuízos diretos nas empresas de Leiria deverão ascender aos 2 mil milhões de euros. A estimativa é da Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI), que alerta para alguma imprecisão, já que "as comunicações têm impedido qualquer identificação muito concreta".

"Admitimos que qualquer coisa acima de 1.500, 2.000 milhões de euros de impactos diretos é seguro", disse Henrique Carvalho, diretor executivo, em entrevista ao canal NOW. Mas estes são valores que podem ser ampliados se forem tidos em conta impactos mais indiretos e a longo prazo. " O problema é a inoperacionalização das empresas nos próximos meses. E incumprimentos contratuais. Temos empresas nesta região muito boas, muito interligadas com cadeias de valor extremamente importantes ao nível internacional, e o seu incumprimento de contratos pode levar a penalizações comerciais, que são de impactos muito significativos e neste momento completamente difíceis de estimar", explicou

2MIL MILHÕES
A Associação Empresarial de Leiria acredita que os prejuízos diretos das tempestades cheguem a este valor, mas alerta para outros impactos indiretos.

O diretor executivo da NERLEI acredita que as empresas de média dimensão vão conseguir recuperar, com a ajuda dos apoios anunciados, mas diz-se preocupado com as mais pequenas: "Há situações de empresas mais pequenas, mais débeis, em que é preciso um ânimo muito forte, além de condições financeiras para recuperar, porque o choque e a devastação é enorme".

Henrique Carvalho considerou as positivas, mas sublinhou ser "determinante que a operacionalização seja eficaz". "A situação é obviamente muitíssimo crítica para muitas pessoas e empresas, há muitas empresas que não conseguem minimamente operar, e isso tem consequências de curto, médio e longo prazo (...) Há alguma burocracia, nós entendemos que ela tem que existir, faz parte de um controle mínimo, mas sobretudo tem que haver rapidez de execução no terreno", apelou.

A associação encontrou-se na sexta-feira com membros do Governo, incluindo o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, tendo sido prometido nessa ocasião que esta segunda-feira que  80% das ligações de energia elétrica estariam repostas. "Os números que tínhamos ontem era de que estariam repostas 65% ou 70% e a garantia era de que teríamos 80% das ligações agora estabelecidas hoje. E é uma informação que é credível", disse Henrique Carvalho, esta manhã.

"Acreditamos que a curto, muito curto prazo, nas zonas mais industriais e próximas dos centros urbanos com um bocadinho mais de dimensão, a situação estará reposta. Vai haver algumas zonas do território em que vai demorar mais, se calhar, semanas, para que as coisas se recomponham totalmente", rematou.

Há situações de empresas mais pequenas em que é preciso um ânimo muito forte, além de condições financeiras para recuperar, porque o choque e a devastação é enorme. Henrique Carvalho, diretor executivo da Associação Empresarial da Região de Leiria
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