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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

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Ao minuto02.02.2026

Stoxx 600 começa fevereiro em recorde à boleia da banca e viagens. Pandora dispara 9%

Depois de uma queda expressiva no final da semana passada, os metais preciosos continuam a atravessar um momento negativo. Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.

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bolsas mercados graficos traders euronext Kamil Zihnioglu/AP
02 de Fevereiro de 2026 às 17:58
02.02.2026

Stoxx 600 começa fevereiro em recorde à boleia da banca e viagens. Pandora dispara 9%

Pandora

As bolsas europeias terminaram a sessão pintadas de verde, levando a que o índice de referência para o bloco atingisse um novo recorde neste arranque do mês. As ações recuperaram da queda da abertura da sessão, numa altura em que as empresas mineiras atiravam o setor para o chão.

No final do dia, o setor recuperou , apesar de o ouro e da prata continuarem a trajetória de queda, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter preparado uma reserva de 12 mil milhões de dólares em minerais para reduzir a dependência da China. 

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – subiu 1,03%, para os 617,31 pontos, um novo recorde de fecho, tendo também chegado a um máximo histórico intradiário de 617,80 pontos. Entre os 20 setores que compõem o "benchmark", o impulso surgiu sobretudo da banca, que saltou 2%, e das viagens e lazer, que pulou 2,5%.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 1,05%, o espanhol IBEX 35 avançou 1,31%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,05%, o francês CAC-40 somou 0,67%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou ganhos de 1,15%, sendo que o neerlandês AEX pulou 0,78%.

Com a recuperação dos metais preciosos, “o sentimento de risco tornou-se mais positivo novamente, o que também impulsionou as ações”, disse Ulrich Urbahn, chefe de estratégia e pesquisa de multiativos da Berenberg, à Bloomberg.

As ações europeias encaminham-se assim para estender a sequência de sete meses de valorizações, já que a região oferece oportunidades para investidores que procuram proteção contra ações muito mais caras no mercado, dizem os analistas, que acrescentam que estes títulos de menor valor estão a dominar o desempenho no mercado acionista - um sinal positivo para o bloco. 

Entre os principais movimentos empresariais, a Pandora disparou mais de 9% para 555,6 coroas dinamarquesas, enquanto o preço da prata continua a cair nos mercados internacionais- 

Já o BFF Bank SpA tombou 44% após cortar as metas financeiras para 2026 ao mesmo tempo que a empresa lida com a saída do CEO, Massimiliano Belingheri, que será substituído pelo atual CFO, Guiseppe Sica.  

02.02.2026

Juros da dívida agravam-se na Zona Euro. "Yield" das Gilts alivia

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram agravamentos na primeira sessão de fevereiro, acompanhando a tendência registada nos juros do Tesouro dos EUA, à medida que os investidores diminuem as apostas num corte das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana. 

A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, acelerou 2,5 pontos-base para 2,866%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade ganharam 2,4 pontos-base para 3,448%. Por Itália, e apesar de a Standard & Poor's até ter revisto em alta o "outlook" do país para "positivo", os juros das obrigações a dez anos saltaram também 2,5 pontos para 3,479%. 

Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência agravou-se em 1,9 pontos-base para 3,212% e aproxima-se dos juros das obrigações espanholas a dez anos, que subiram 2,1 pontos para 3,230%. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos contrariaram a tendência, ao cederem 1,5 pontos-base para 4,505%, isto depois de a confiança das empresas na economia do Reino Unido ter atingido o valor mais elevado em oito meses. O Banco de Inglaterra reúne esta quinta-feira e tudo aponta para que as taxas de juro se mantenham inalteradas.

02.02.2026

Dólar ganha terreno com queda nos metais e nomeação de Warsh para a Fed

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar destaca-se entre as principais divisas, com o índice da DXY a saltar 0,6% para 97,54 pontos, enquanto os preços dos metais preciosos continuam a derrapar. Ao mesmo tempo, os investidores estão focados nos dados da indústria, divulgados ainda esta segunda-feira, após a recente volatilidade causada pela escolha da Casa Branca para próximo presidente da Reserva Federal (Fed).

O euro perde 0,41% para 1,1803 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" ganha 0,49% para 155,54 ienes. Já a libra perde 0,26% para 1,3651 dólares. 

“A recuperação do dólar parece ser parcialmente impulsionada pela expectativa de que Kevin Warsh seja mais agressivo do que alguns temiam que o próximo presidente da Fed pudesse ser”, disse Garfield Reynolds, estratega do Markets Live, à Bloomberg. 

Mais importante do que os dados de hoje será o relatório do emprego, publicado na sexta-feira, que deverá dar novas pistas ao mercado sobre qual o próximo passo do banco central quanto a taxas de juro nos EUA. 

A subida da "nota verde" parece estar a surpreender parte do mercado, já que apostar na sua queda foi uma das estratégias mais escolhidas sobretudo durante a segunda quinzena de janeiro, segundo os analistas consultados pela Bloomberg. 

Noutras moedas, a libra britânica mantém-se perto de recordes face ao dólar atingido na semana passada, enquanto o foco segue para a decisão do Banco de Inglaterra esta quinta-feira. Ao que tudo aponta, as taxas de juro deverão manter-se inalteradas. O Banco Central Europeu deverá, no mesmo dia, optar pela mesma estratégia. 

02.02.2026

Petróleo derrapa 4% enquanto EUA e Irão preparam negociações

Os preços do petróleo estão a tombar neste arranque de fevereiro, com o menor risco associado a uma possível ação militar dos EUA no Irão, isto depois de Donald Trump ter dito que a Casa Branca está em conversações com Teerão.

O Ministério nos Negócios Estrangeiros da República Islâmica disse esperar que os esforços diplomáticos evitem uma guerra alargada. Também o tombo nos preços dos metais preciosos desde a passada sexta-feira estará a contagiar o sentimento negativo.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 4,69%, para os 62,15 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 4,67% para os 66,08 dólares por barril.

“A queda parece mais um reajuste de posicionamento do que uma mudança fundamental”, disse Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital LP, à Bloomberg. “Sem um novo choque de oferta, o petróleo está a devolver parte do prémio de risco, enquanto o mercado se recalibra após incorporar uma interrupção de curto prazo que simplesmente não se materializou”, acrescentou. 

Apesar da quebra dos preços neste arranque do ano, as perspetivas para o "ouro negro" ainda são de excedente de oferta nos primeiros seis meses do ano. James Taylor, chefe do serviço quantitativo da consultoria Energy Aspects, diz à Bloomberg que, caso o Brent caia abaixo dos 65 dólares por barril, as vendas poderão prolongar-se. 

Além disso, os efeitos da invasão norte-americana à Venezuela e à produção de crude da nação sul-americana já se começam a fazer sentir. Em janeiro, as exportações de crude venezuelano saltaram de 498 mil barris por dia no mês anterior para 800 mil. 

02.02.2026

Quedas do ouro e prata abrandam mas metais continuam no vermelho

O "sell-off" nos metais preciosos continua, mas agora com quedas mais moderadas. O ouro cai a esta hora 4,98% para 4.650,59 dólares por onça, depois de ter chegado a perder 10% de manhã, e a prata negoceia com quedas de 9,58% para 76,9 dólares por onça, um recuo expressivo mas ainda assim menor que os 16% registados no início da sessão - foi mesmo a maior queda intradiária de sempre da prata.

Os metais preciosos estavam numa rápida ascensão registando recorde atrás de recorde - , apoiado por um contexto geopolítico cada vez mais incerto ,que reforçou o papel do metal como ativo-refúgio.

Apesar de alertas de que os metais poderiam estar sobreavaliados - o analista Robert Gottlieb dizia, por exemplo, à Bloomberg, que "o mercado estava muito saturado" - uma notícia veio atirá-los para o precipício: na sexta-feira,. Kevin Warsh é tido como o mais "falcão" dos quatro candidatos ao cargo, esperando-se uma política mais favorável à subida de juros para controlar a inflação e o pleno emprego, os dois mandatos da Fed. Esta expectativa fortaleceu o dólar mas enfraqueceu o ouro, que não remunera juros.

Com o retorno obtido com os metais em máximos históricos, muitos investidores estavam apenas à espera do momento de viragem para vender e encaixar o lucro. "A maioria dos compradores, com elevados lucros, já tinham um pé na porta, estavam prontos a sair a qualquer momento", explicou à Bloomberg Jia Zheng, "head of trading" da Shanghai Soochow Jiuying Investment Management.

02.02.2026

Wall Street arranca fevereiro em queda pressionado pelos metais preciosos. Walt Disney tomba 6%

S&P 500 ultrapassa os 7 mil pontos, impulsionado pelas 'big tech' em Wall Street

As bolsas norte-americanas arrancaram a primeira sessão da semana com perdas, numa altura em que os investidores estão a reagir à queda das cotações dos metais preciosos, bem como ainda digerem a

"Há um efeito cascata [referindo-se à queda nos preços dos metais] nas ações, mas estamos a assistir a uma espécie de mudança de mentalidade em relação a onde os investidores em ações estão a procurar referências", disse Jim Baird, diretor de investimentos da Plante Moran Financial Advisors.

Neste contexto, o S&P 500 cede 0,24% para 6.922,18 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cai 0,23% para 23.406,96 pontos. Já o industrial Dow Jones está praticamente inalterado nos 48.899,97 pontos. 

"A movimentação dos preços das commodities tem mais a ver com a eliminação de posições de investidores fracos ou alavancados do que com uma mudança na história fundamental", disse Darrell Cronk, do Wells Fargo, à Bloomberg. "É um mercado para ficar de olho em vulnerabilidades e extremos", acrescentou.

Entre os principais movimentos de mercado, a Walt Disney tomba mais de 6% após ter apresentado resultados trimestrais, que não impressionaram o mercado. (2.027 milhões de euros) no primeiro trimestre fiscal (outubro a dezembro de 2025).

Já a Tyson Foods divulgou resultados do primeiro trimestre que superaram ligeiramente as estimativas dos analistas, levando a empresa a subir esta tarde cerca de 1%.

Esta semana será marcada por resultados empresariais trimestrais importantes, como os da Alphabet esta quarta-feira, bem como dados económicos que servirão para avaliar a economia norte-americana. A Palantir Technologies divulga os resultados após o fecho do mercado, subindo atualmente mais de 1,5%. 

02.02.2026

Índice da bolsa espanhola ultrapassa os 18.000 pontos

O índice da bolsa espanhola IBEX 35 ultrapassou esta segunda-feira pela primeira vez desde que foi criado o nível de 18.000 pontos, depois de na sexta-feira ter terminado em 17.880,90 pontos.

Cerca das 13:00 horas em Lisboa, o IBEX 35 avançava 0,94% para 18.051,70 pontos, impulsionado pelas subidas das ações da IAG, ArcelorMittal, Mapfre, Inditex e Amadeus.

Desde o início do ano, o IBEX 35 subiu 4,3%.

A bolsa espanhola destaca-se em relação às europeias, que registam subidas muito mais moderadas: de 0,55% para Milão e Frankfurt, e de 0,36% para Londres e Paris. Entretanto, o Euro Stoxx50 sobe 0,19%.

02.02.2026

Bitcoin próxima de apagar ganhos conseguidos após administração Trump

Fraude de criptomoedas desmantelada, buscas em Portugal e outros 22 países

A eleição de Donald Trump como Presidente dos EUA prometia novos horizontes para a bitcoin, mas, passado pouco mais de um ano após a tomada de posse do republicano, a criptomoeda mais famosa do mundo está perto de apagar os ganhos conquistados durante a nova administração norte-americana. Pressionada pelo nervosismo que se sente neste momento nos mercados, a bitcoin caiu para mínimos de dez meses na madrugada desta segunda-feira, abaixo da barreira psicológica dos 75 mil dólares.

Entretanto, a criptomoeda conseguiu reverter a tendência de negociação, ao avançar 0,82% para 77.533,33 dólares, depois de ter chegado a tocar nos 74.541 dólares - o valor mais baixo desde que Trump decidiu apresentar a sua nova política comercial, no infame "dia da libertação". Estes movimentos seguem-se a um janeiro particularmente penoso para a bitcoin, que viu o seu valor afundar quase 11%, marcando o quarto mês consecutivo de perdas - a pior série desde 2018. 

Desde que atingiu máximos históricos em meados de outubro, acima dos 126 mil dólares, a bitcoin já desvalorizou cerca de 40%. “O sentimento subjacente continua pessimista no curto prazo. As criptomoedas estão a acompanhar os mercados de ativos em geral e não a mover-se de forma isolada”, explica Damien Loh, diretor de investimentos da Ericsenz Capital, à Blooomberg, antecipando que a moeda digital negoceie entre os 70 mil e os 90 mil dólares nos próximos meses. 

Tal como o ouro e os restantes metais preciosos, a bitcoin está ainda a ser pressionada por um reforço da posição do dólar. A divisa norte-americana andava a perder força nas últimas semanas, tendo atingido mínimos de mais de quatro anos contra um cabaz das suas principais rivais, mas a deu nova vida à moeda. Apesar de advogar por uma redução nas taxas de juro, Warsh era o candidato mais "hawkish" da "shortlist" preparada pela Casa Branca para a corrida à liderança do banco central. 

02.02.2026

Tecnológicas e mineiras atiram Europa para o vermelho

As principais praças europeias arrancaram a primeira sessão de fevereiro maioritariamente no vermelho, com Madrid e Frankfurt a escaparem às perdas, num dia marcado pelas quedas acentuadas no preço dos metais preciosos, que estão a pesar sobre as ações das empresas do setor mineiro. Também as tecnológicas enfrentam turbulência, após o Wall Street Journal ter noticiado que o acordo para a Nvidia investir 100 mil milhões de dólares na OpenAI está em risco de se não materializar na totalidade.

A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,23% para 609,58 pontos, mantendo-se no intervalo limitado em que tem negociado nas últimas semanas. Os investidores continuam à procura de novos catalisadores para levar o principal índice do Velho Continente a quebrar os máximos históricos atingidos em meados de janeiro, mas uma época de resultados aquém das expectativas e o nervosismo que se sente nos mercados tem impedido o Stoxx 600 de ganhar terreno. 

Com os metais preciosos a entrarem no segundo dia consecutivo de grandes quedas, as mineiras estão a exercer a maior pressão sobre o "benchmark" europeu: a britânica AngloAmerican cai quase 4% esta manhã, com a BHP Billiton e a Rio Tinto a acompanharem a empresa nas perdas, com recuos de 2,27% e 1,04%, respetivamente. Também as energéticas estão a agravar as perdas do Stoxx 600, num dia em que os preços do petróleo desvalorizam mais de 5%, após Donald Trump ter decidido dar um passo atrás nas suas ameaças ao Irão. 

"Os mercados europeus vão enfrentar um dia e uma semana difíceis", explica Joachim Klement, diretor de estratégia da Panmure Liberum, à Bloomberg. "Antecipamos que, à medida que as chamadas de margens [quando uma corretora solicita fundos adicionais para cobrir a desvalorização de certos ativos] precisam de ser respondidas, a pressão de venda se espalhe para o mercado acionista em geral", acrescenta. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Airbus cai 0,36% para 192,70 euros, depois de o Jefferies ter revisto em baixa a recomendação da fabricante de aeronaves devido à forte valorização do euro. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,03% e o espanhol IBEX 35 avança 0,30%. O italiano FTSEMIB desvaloriza 0,02%, o francês CAC-40 recua 0,23%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,23% e o neerlandês AEX desliza 0,89%.

02.02.2026

Juros agravam-se na Zona Euro mas com movimentações reduzidas. Reino Unido destoa

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram a sessão desta segunda-feira com ligeiros agravamentos, num dia em que as principais praças da região também negoceiam em território negativo e o mercado dos metais preciosos continua em modo "sell-off". 

A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, acelera 0,6 pontos-base para 2,847%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade ganham 1,2 pontos-base para 3,436%. Por Itália, e apesar de a Standard & Poor's até ter revisto em alta o "outlook" do país para "positivo", os juros das obrigações a dez anos saltam 0,8 pontos para 3,462%. 

Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência agrava-se em 0,6 pontos-base para 3,199% e aproxima-se dos juros das obrigações espanholas a dez anos, que sobem apenas 0,5 pontos para 3,214%. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos contrariam a tendência, ao cederem 1,7 pontos-base para 4,503%, isto depois de a confianças das empresas na economia do Reino Unido ter atingido o valor mais elevado em oito meses. 

02.02.2026

Recuperação do dólar pressiona ainda mais os metais preciosos

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar continua o processo de recuperação face a outras divisas, depois de nas últimas duas semanas ter vivido uma fase marcada por alguma turbulência. A "nota verde" chegou a registar uma queda pronunciada quando o Presidente dos EUA disse que a divisa estava a comportar-se "lindamente" no mercado cambial, numa fase de queda, o que só pressionou ainda mais a moeda americana.

Uma intervenção pública do secretário do Tesouro, Scott Bessent, e já no final da semana passada a confirmação de Kevin Warsh à frente da Fed ajudaram o dólar a recuperar parte do terreno perdido.

Já nesta segunda-feira, o efeito parece prolongar-se, com o índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança 0,15% para 97,1370 pontos.

A subida do dólar acontece também numa altura em que os mercados estão a ser abalados por uma derrocada no preço dos metais preciosos. Tipicamente, um dólar mais forte pressiona a negociação dos metais preciosos, que ficam mais caros para investidores que usam outras divisas.

A esta hora, o euro segue a valorizar 0,05% para 1,1857 dólares e a libra também segue a avançar 0,05% para 1,3693 dólares. O dólar avança 0,09% para 0,7737 francos suíços. O dólar recupera 0,11% face à divisa japonesa, para 154,95 ienes.

Já noutros pares de câmbio, o euro cai 0,03% para 0,8660 libras e avança 0,16% para 183,73 ienes.

02.02.2026

Metais preciosos derretem. Ouro afunda mais de 5% e prata perde quase 8%

É mais uma sessão de grandes perdas no mercado dos metais preciosos. Depois de terem levado o ouro e a prata a máximos históricos na sexta-feira, os investidores decidiram dar vários passos atrás e aproveitarem os mais recentes recordes para procederem com a tomada de mais valias - um movimento que acabou por ser exacerbado pela

Após ter chegado a perder mais de 12% no final da semana passada, o ouro continua em trajetória descendente e perde, a esta hora, 5,50% para 4.625,27 dólares por onça. O metal amarelo caiu quase para os 4.400 dólares esta madrugada, desvalorizando mais de mil dólares em relação ao máximo histórico atingindo na sexta-feira de 5.595,47 dólares. Também a prata está em modo "sell-off", recuando 7,84% para 78,52 dólares por onça, depois de ter chegado a perder mais de 36% na sessão anterior - a maior queda de sempre para o metal precioso, que tinha conseguido ultrapassar a barreira dos 120 dólares na sexta-feira. 

 "Isto ainda não acabou", vaticina Robert Gottlieb, antigo corretor de metais preciosos do JPMorgan, à Bloomberg, acrescentando que a relutância em assumir mais riscos está a restringir a liquidez do mercado. "Temos de ver se [os metais preciosos] vão encontrar algum apoio. O mercado estava muito saturado", adiciona ainda. O mercado dos metais preciosos arrancou o ano em grande euforia, após um 2025 "brilhante", e o aumento das tensões geopolíticas acabou por dar força a um "rally" sem precedentes no ouro e na prata. 

No entanto, a escolha de um nome mais "hawkish" do que antecipado para liderar os destinos da política monetária dos EUA acabou por desencadear um "sell-off" no mercado. Apesar de advogar por uma redução das taxas de juro, Kevin Warsh é a figura mais moderada da "short-list" que a Casa Branca fez para a corrida à presidência da Fed. A decisão deu força ao dólar, após várias sessões de quedas, e reduziu o apetite por metais preciosos. 

O ouro e a prata estão ainda a ser pressionados pela decisão do CME Group, uma empresa de serviços financeiros que opera várias corretoras de metais preciosos, de aumentar as margens de negociação - uma decisão que entra em vigor após o fecho de sessão desta segunda-feira. Um aumento nas margens tende a ser negativo por os metais preciosos, uma vez que o maior desembolso de capital pode diminuir a participação especulativa, reduzir liquidez e levar os investidores a liquidar posições. 

02.02.2026

Petróleo afunda cerca de 5% com Trump a recuar nas ameaças ao Irão

petroleo combustiveis

O barril de petróleo está a viver a pior sessão em quase seis meses ao afundar cerca de 5% esta segunda-feira, após Donald Trump, Presidente norte-americano, ter indicado que os EUA estão a "negociar a sério" com o Irão - um sinal de aproximação entre os dois países, depois de uma semana atribulada nas relações diplomáticas de ambos. 

A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 5,18%, para os 61,83 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 4,93% para os 65,90 dólares por barril. Em janeiro, os dois crudes de referência registaram o melhor mês desde 2022, apoiados numa escalada das tensões internacionais entre os EUA e uma série de país. 

No entanto, esse movimento parece estar a ser revertido neste arranque de fevereiro. Numa conversa com jornalistas este domingo, Donald Trump recuou nas ameaças que andava a fazer ao Irão e que culminaram com o supremo líder do país, Ayatollah Ali Khamenei, a admitir um novo conflito no Médio Oriente. O Presidente dos EUA já vê um acordo entre as duas potências a acontecer no curto prazo, apesar de Teerão continuar relutante em relação ao fim do seu programa nuclear - uma das reivindicações de Wasghinton para não escalar as tensões. 

"A queda [nos preços do petróleo] parece mais uma redefinição de posicionamento do que uma mudança fundamental", explica Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital, à Bloomberg. "Sem um novo choque de oferta, o petróleo está a devolver parte do prémio de risco, à medida que o mercado se recalibra após precificar uma disrupção [no abastecimento de crude] de curto prazo - que simplesmente não se concretizou", adiciona. 

Os investidores estão ainda atentos às negociações para acabar com a guerra na Ucrânia, que entra este mês no seu quinto ano. Representantes do país liderado por Volodymyr Zelensky, dos EUA e da Rússia vão se encontrar em Abu Dhabi esta quarta-feira para discutirem um plano que agrade minimamente às três partes, mas a questão de cedência de territórios continua a ser bastante sensível para o líder ucraniano - que não quer ceder a região de Donbass a Moscovo.  

02.02.2026

"Efeito dominó" derruba praças asiáticas após "sell-off" nos metais preciosos. Europa aponta para o vermelho

As principais praças asiáticas arrancaram fevereiro em território negativo, com a Europa e Wall Street a apontarem para o vermelho, numa altura em que os investidores continuam a avaliar os . As perdas estão a estender-se para esta segunda-feira com o nervosismo a ser o sentimento dominante da sessão, numa semana marcada por decisões de bancos centrais, dados económicos e resultados trimestrais que podem servir - ou não - de novos catalisadores. 

"Os investidores estão nervosos com a turbulência observada na sexta-feira no mercado de metais preciosos", explica Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, à Bloomberg. "As vendas neste mercado, a meio de um aumento das margens [por parte do grupo CME], estão a levar à liquidação de outros ativos. Portanto, a queda no ouro e na prata está efetivamente a causar um efeito dominó no mercado", acrescenta.

A turbulência levou o sul-coreano Kospi - um dos índices que mais "brilhou" no ano passado e que tinha arrancado o ano em grande força - a afundar 5,5%, o pior dia para a praça asiática desde o impacto do anúncio das tarifas "recíprocas" de Donald Trump, em abril de 2025. Por sua vez, os chineses Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite deslizaram 3,2% e 2,5%, respetivamente. 

Ambas as praças foram pressionadas tanto pelo "sell-off" no mercado dos metais preciosos, como também por uma redução da exposição das carteiras dos investidores às tecnológicas. Os "traders" estão, mais uma vez, receosos com uma possível "bolha" na inteligência artificial e os alertas reiterados de várias figuras proeminentes do setor, em conjunto com os resultados da Microsoft, só estão a adensar as preocupações. 

Pelo Japão, o Nikkei 225 conseguiu aguentar-se melhor do que os seus pares, ao perder 1,25%, tendo mesmo arrancado a sessão em território positivo. O índice foi inicialmente suportado por sondagens que dão uma vitória esmagadora ao Partido Liberal Democrático da primeira-ministra Sanae Takaichi nas eleições da próxima semana. Se se confirmar, Takaichi fica com o caminho livre para aprovar políticas de estímulo económico agressivas, que podem vir, por sua vez, a pressionar o iene e os juros das obrigações nipónicas. 

Na Europa, e depois de o Stoxx 600 ter fechado a maior série de ganhos mensais desde 2021, a negociação de futuros aponta para uma abertura em queda, com o Euro Stoxx 50 a cair mais de 1%. A época de resultados segue com toda a força no Velho Continente e, só esta semana, empresas que representam 30% da capitalização bolsista do continente vão apresentar contas ao mercado. 

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