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Autoeuropa volta a parar a produção em Março

Melo Pires desvaloriza o quarto "downday" em 2012, frisando que fechará o primeiro trimestre com "idêntica" produção homóloga. Director-geral vai voltar a falar com Álvaro Santos Pereira sobre a bitola europeia.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 21:06
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Em Março, a Autoeuropa vai voltar a parar os trabalhos, naquele que será o quarto “downday” desde o início do ano. O máximo permitido pelo acordo de empresa são 22 dias, uma cifra que a Comissão de Trabalhadores já admitiu que pode ser atingida.

Questionado sobre esta paragem no final de uma conferência no Porto, António Melo Pires respondeu que “não é nada de anormal”, focando-se nos resultados expectáveis para o primeiro trimestre do ano, equivalentes ao do período homólogo.

“[Nos primeiros três meses do ano] vamos ter uma produção idêntica à [do primeiro trimestre] do ano passado”, frisou o responsável, sustentando a expectativa nas encomendas já fechadas para o mês de Março.

No final de uma conferência organizada pela associação dos industriais de metalurgia (AIMMAP), o director-geral acrescentou que não vê “nenhuma razão para baixar as compras” aos fornecedores nacionais, não diagnosticando qualquer receio da empresa por eventuais falhas na resposta às encomendas de componentes.

Pelo contrário, a empresa que “aumentar as contas a nível nacional”, tendo “um gabinete específico para acompanhar as empresas nacionais e encontrar novos fornecedores para a Wolkswagen Autoeuropa e para o grupo Wolkswagen também”. No ano passado, a fábrica de automóveis de Palmela começou a trabalhar com 19 novos fornecedores portugueses.


Bitola europeia é "factor estratégico"

Durante a conferência, realizada ao final da tarde de segunda-feira, António Melo Pires voltou a defender a construção de uma linha ferroviária de bitola europeia, que poderia reduzir em 15% os custos de transporte para o Norte da Europa, evitando-se perdas de tempo na transição de bitolas. E revelou que tem já agendada uma nova reunião com o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, em que defenderá novamente esta solução.

O líder da Autoeuropa disse que “de maneira nenhuma” a bitola europeia será uma exigência para manter a empresa em Portugal, falando antes de um “factor de aumento da sustentabilidade em Portugal”.

“A Autoeuropa é um projecto totalmente sustentável na forma como está hoje. Mas obviamente que as condições não se mantêm e nós temos de ir constantemente melhorando as nossas condições de sustentabilidade. Se tivermos a bitola europeia obviamente que é um factor de desenvolvimento futuro e um factor estratégico”, concluiu.
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