BCP ganha quase mil milhões com AG e especulação de fusão com o BPI
As acções do BCP voltaram a registar uma forte valorização, de mais de 1,5%. Em apenas duas sessões, o banco liderado por Paulo Teixeira Pinto elevou em quase mil milhões de euros o seu valor de mercado, impulsionado pela aproximação da assembleia geral e
As acções do BCP voltaram a registar uma forte valorização, de mais de 1,5%. Em apenas duas sessões, o banco liderado por Paulo Teixeira Pinto elevou em quase mil milhões de euros o seu valor de mercado, impulsionado pela aproximação da assembleia geral e a especulação em torno de uma fusão amigável com o BPI.
Os títulos do Banco Comercial Português [bcp] fecharam em alta de 1,62%, a cotar nos 3,76 euros, depois de ontem terem avançado 7,43%. Apesar da performance nestas duas primeiras sessões, o banco não conseguiu anular a queda de mais de 10% acumulada na semana passada.
As subidas de ontem e de hoje elevaram o valor de mercado do BCP em 939 milhões de euros, avaliando o banco em 13,57 mil milhões de euros. O maior banco privado nacional tem a segunda maior capitalização bolsista do PSI-20, atrás da EDP (15,24 mil milhões de euros).
As acções do BCP continuam a beneficiar da aproximação da assembleia geral (AG) – 6 de Agosto – onde vão estar em confronto duas facções de accionistas: uma que apoia Jardim Gonçalves e outra que está ao lado do actual presidente executivo, Paulo Teixeira Pinto.
Além da AG, subsiste a especulação em torno de uma eventual fusão entre o BCP e o BPI, isto de Jardim Gonçalves, numa entrevista ao "Público", questionado sobre a possibilidade dos dois bancos de juntarem amigavelmente, ter afirmado que é a favor "de alguma concentração no sector".
Estas declarações, aliadas ao facto do BPI apoiar as propostas dos accionistas que estão ao lado de Jardim Gonçalves, o fundador do BCP, vieram avivar as especulações de que os dois bancos poderiam tentar uma fusão amigável.