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BCP limita a 30% o aumento dos lucros dos quatro maiores bancos privados

Os quatro maiores bancos privados portugueses lucraram, no primeiro semestre de 2007, 1.138,9 milhões de euros, mais 182 milhões do que há um ano. Em média, os resultados líquidos aumentaram cerca de 30% até Junho, afectados pela quebra de 22,2% nos lucro

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 06:00
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Os quatro maiores bancos privados portugueses lucraram, no primeiro semestre de 2007, 1.138,9 milhões de euros, mais 182 milhões do que há um ano. Em média, os resultados líquidos aumentaram cerca de 30% até Junho, afectados pela quebra de 22,2% nos lucros do Millennium bcp.

Caso se considerasse os resultados líquidos do banco de Paulo Teixeira Pinto em base comparável, os quais revelam uma subida de 3,1%, os lucros dos quatro grandes teriam crescido quase 36%.

O desempenho do BES no semestre surpreendeu, ao ter ultrapassado em valor os lucros do Millennium bcp, crescendo 82,8%. A instituição de Ricardo Salgado foi também a que mais impostos contabilizou, assim como a que mais viu crescer a carga fiscal. No total, os quatro bancos entregaram aos cofres do Estado 109,6 milhões de euros, um aumento médio de 36,2% face a Junho de 2006.

Ainda que a liderança do Millennium bcp nos principais indicadores não tenha sido posta em causa, o BES superou os seus concorrentes ao nível das taxas de crescimento registadas. No produto bancário, a instituição registou uma subida de 33,1%, quando o Santander Totta apresentou um aumento de 24,6%, o BPI de 24,3% e o BCP ficou-se pelos 5,9%. O BES viu ainda crescer os recursos dos clientes em 18%, seguindo-se o BPI (17,6%), o Santander Totta (12,4%) e, por último, o BCP (5,7%). Já no crédito a maior subida foi registada pelo BPI.

Relativamente às comissões, o banco de Fernando Ulrich foi o que apresentou a maior variação face a Junho de 2006, registando uma subida de 14,9%. No BES estes serviços aumentaram 13,3% e no BCP cresceram 12,4%. O Santander, que em Maio lançou uma campanha que isenta cerca de metade dos seus clientes activos do pagamento de comissões de um conjunto de serviços bancários, registou uma subida de apenas 0,1%.

Os custos operativos dos quatro bancos cresceram até Junho. No BPI, os custos de estrutura aumentaram 14,4%, mas excluindo os custos relacionados com a OPA do BCP - que somaram 9,9 milhões de euros no primeiro semestre deste ano - a subida seria de 11,3%. A este agravamento não é alheio o programa de investimento em Angola e a expansão da rede de balcões em Portugal. Os seus três concorrentes registaram aumentos inferiores nesta rubrica: no BCP os custos operacionais subiram 1,2%, no BES 4,4% e no Santander Totta 7,2%.

Em termos de rendibilidade dos capitais próprios (ROE), o BCP está no fundo da tabela, tendo mesmo registado uma queda, de 20,1% em Junho do ano passado para 17,8% este ano. O banco de Nuno Amado é o que apresenta o ROE mais elevado, de 26,2%. O BPI ocupa a segunda posição, com 24,8% e o BES terminou o semestre nos 20,5%.

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