BERD "alicia" JM para novos negócios no Leste
As empresas portuguesas podem encontrar ainda fortes oportunidades de negócio nos países do Leste europeu, em particular no fornecimento de infra-estruturas com elevada eficiência energética, no sector do retalho, construção e até do turismo, revelou Jean
As empresas portuguesas podem encontrar ainda fortes oportunidades de negócio nos países do Leste europeu, em particular no fornecimento de infra-estruturas com elevada eficiência energética, no sector do retalho, construção e até do turismo, revelou Jean Lemierre, presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, em entrevista ao Jornal de Negócios.
Na sua deslocação a Portugal - a convite do ministro das Finanças Teixeira dos Santos, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia -, Lemierre aproveitou para estabelecer contactos com diversas empresas, entre as quais a Jerónimo Martins, tentando convencê-las a investirem ou expandirem os seus negócios nos países da Europa de Leste.
Mas não é só no retalho que há oportunidades. "Em termos de eficiência energética das infra-estruturas, Portugal está muito avançado e pode encontrar investir ajudando os países de Leste", afirma Lemierre, explicando que, "embora muitos destes países até sejam produtores de energia, como gás ou petróleo [como é o caso da Rússia], as suas infra-estruturas estão completamente obsoletas" e é preciso renová-las. Esse é um dos domínios onde o nosso país pode dar cartas.
A instituição financeira foi criada em 1991, para ajudar os países para lá da "cortina de ferro" na sua transição para a economia de mercado. Portugal é um membro fundador. E ,segundo Jean Lemierre, a relação com o BERD pode aprofundar-se muito mais, já que "as condições de financiamento da instituição são vantajosas, com maturidades mais longas" do que as oferecidas pela banca tradicional e porque "há uma partilha de riscos entre as empresas e o BERD, é essa a nossa missão", rematou.