Empresas Bruxelas rejeita fusão entre Alstom e Siemens

Bruxelas rejeita fusão entre Alstom e Siemens

As autoridades europeias consideram que as duas empresas não adotaram as medidas necessárias para que esta fusão fosse concretizada.
Bruxelas rejeita fusão entre Alstom e Siemens
José Sena Goulão
Negócios 06 de fevereiro de 2019 às 10:54

As autoridades europeias rejeitaram a fusão entre a Alstom e Siemens. A decisão foi anunciada esta quarta-feira, 6 de fevereiro, depois de a União Europeia ter considerado que as duas empresas não tomaram as medidas necessárias para que esta operação pudesse ser concretizada. 

"Milhões de passageiros em toda a Europa dependem diariamente de comboios modernos e seguros. A Siemens e a Alstom são ambas líderes no setor ferroviário. Sem remédios suficientes, esta fusão resultaria em preços mais elevados para os sistemas de sinalização que mantêm os passageiros seguros e para a próxima geração de comboios ultra rápidos", afirma Margrethe Vestager, comissária europeia para a Concorrência, num comunicado divulgado esta quarta-feira.

A responsável refere, por isso, que a Comissão Europeia decidiu "proibir a fusão porque as empresas não estavam dispostas a resolver os nossos sérios receios em torno da concorrência". A decisão foi também anunciada na rede Twitter.

De acordo com a comissária europeia, esta operação "iria reduzir significativamente a concorrência, privando os clientes, incluindo operadores ferroviários e gestores de infraestruturas ferroviários, de uma escolha a nível dos fornecedores e produtos".

No mês de janeiro, fonte próxima do processo já tinha sinalizado que este negócio podia não vir a concretizar-se. Isto porque as cedências, avançadas a 25 de janeiro pela Bloomberg, já vieram tarde e ficaram aquém das medidas que Vestager exigia para aprovar a fusão.


O ministro da Economia e Finanças francês, Bruno Le Maire, também já tinha afirmado esta quarta-feira que as autoridades da União Europeia se estavam a preparar para rejeitar uma fusão entre as duas empresas. 

Bruno Le Maire disse ainda considerar a decisão como "um erro económico", já que "servirá os interesses económicos e industriais da China". Para o ministro, "esta decisão impede que a Alstom e a Siemens tenham o mesmo peso que o seu concorrente chinês".

  

Bruxelas tinha até este mês para decidir sobre o projeto de fusão dos grupos francês e alemão. Foi em setembro de 2017 que as duas empresas anunciaram ter chegado a acordo para a fusão das suas respetivas atividades ferroviárias. 

No âmbito deste acordo, a Siemens iria transferir o fabrico das suas carruagens de comboios e metro de superfície e equipamento de sinalização para a Alstom, em troca de uma participação de 50% na nova empresa resultante da fusão, como avançou, à data, a Bloomberg.


(Notícia atualizada às 11:10 com mais informação)




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