Camargo não pretende retirar a Cimpor de bolsa
Oferta não está condicionada à obtenção de qualquer limite no capital da Cimpor e a Camargo salienta que não é sua intenção retirar a companhia portuguesa de bolsa.
Apesar de assinalar este facto, no anúncio preliminar da OPA a Camargo admite lançar uma oferta potestativa sobre a empresa, caso com a actual oferta garanta mais de 90% do capital da companhia.
Quando uma empresa garante mais de 90% de outra companhia, através de uma OPA, tem o direito de lançar uma nova oferta, com a mesma contrapartida, que será obrigatoriamente aceita pelos accionistas minoritários da empresa.
Caso este cenário se venha a concretizar, então a Camargo passaria a deter 100% da Cimpor e a cimenteira portuguesa sairia de bolsa. A Camargo “admite recorrer ao mecanismo de aquisição potestativa previsto no artigo 194.º do Cód.VM, o que, a suceder, implicará a imediata exclusão da negociação em mercado regulamentado das acções da Sociedade Visada, ficando vedada a sua readmissão pelo prazo fixado na lei”.
A empresa brasileira detém 33,25% do capital da Cimpor e, no anúncio preliminar da OPA nunca condiciona a operação à obtenção de uma parcela mínima da empresa. Muitas destas operações ficam condicionadas à obtenção de um limite mínimo (geralmente 50,1%) que garanta ao oferente o controlo do capital da empresa alvo.
No anúncio preliminar a Camargo diz apenas que “a presente oferta tem em vista a aquisição do controlo da sociedade visada e a instituição de uma estrutura accionista coerente e estável da Cimpor”.