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CCR agrava prejuízo em 39,1 milhões de reais no segundo trimestre

Os prejuízos da CCR, empresa detida em 17% pela Brisa, registaram um agravamento para os 101,1 milhões de reais no segundo trimestre, com a queda do real face ao dólar a agravar os encargos financeiros da empresa de auto-estradas em 52,8%.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 16 de Agosto de 2002 às 10:13
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Os prejuízos da CCR, empresa detida em 17% pela Brisa, registaram um agravamento para os 101,1 milhões de reais no segundo trimestre, com a desvalorização do real face ao dólar a agravar os encargos financeiros da empresa de auto-estradas em 52,8%.

A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) viu os prejuízos no trimestre subirem para os 101,1 milhões de reais (32,38 milhões de euros), contra perdas de 62 milhões de reais (19,86 milhões de euros) do trimestre homólogo de 2001.

Segundo um comunicado da concessionária de auto-estradas, este desempenho foi provocado «pela forte desvalorização da moeda brasileira face ao dólar».

As despesa financeiras da CCR no trimestre aumentaram 52,8%, passando de 135,8 milhões de reais (43,50 milhões de euros) para os 207,6 milhões de reais (66,49 milhões de euros).

O mesmo documento avança que o aumento das despesas financeiras deveu-se à desvalorização de 22,4% do real face ao dólar no segundo trimestre, contra a queda de 6,6% no mesmo período de 2001. «Este efeito teve um impacto de 44,9% no endividamento bruto da CCR, parcela denominada em dólares», diz a mesma fonte.

No que concerne à actividade operacional da CCR, o EBITDA, ou lucro operacional excluindo despesas financeiras líquidas, depreciações e amortizações, foi de 134,2 milhões de reais (42,98 milhões de euros), representando um aumento de 17,4% face aos 114,3 milhões de reais (36,61 milhões de euros) obtidos no segundo trimestre de 2001.

O volume de tráfego consolidado no trimestre cresceu 20,6% comparativamente ao segundo trimestre do ano anterior, «com aumento em todas as concessões, excepto a Via Lagos, onde houve uma quebra de 3,5%».

As acções da Brisa [BRISA] valorizavam 0,57% para os 5,28 euros.

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