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Cimpor e Soeicom acusadas de prática de cartel no Brasil

A Cimpor e a Soeicom, do grupo Champalimaud, estão entre as cimenteiras acusadas de prática de cartel pelo governo brasileiro. Além das duas empresas portuguesas estão a ser alvo de acusação a Votorantim Camargo Corrêa, Holcim, Lafarge, Cimento Nassau e I

Negócios negocios@negocios.pt 09 de Março de 2007 às 13:07
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A Cimpor e a Soeicom estão entre as cimenteiras acusadas de prática de cartel pelo governo brasileiro. Além das duas empresas portuguesas estão a ser alvo de acusação a Votorantim Camargo Corrêa, Holcim, Lafarge, Cimento Nassau e Itambé, que no conjunto representam 90% do mercado.

A Secretaria de Direito Económico instaurou quinta-feira, dia 8 de Março, um processo de investigação contra oito empresas de cimento acusadas de formação de cartel, avança hoje o "Portugal Digital".

Após dez anos de investigação, a Secretaria conseguiu formalizar a acusação com base no depoimento de um ex-funcionário da Votorantim.

O Jornal de Negócios contactou a Cimpor mas a empresa não se mostrou disponível para prestar qualquer informação sobre este processo. A Soeicom é uma cimenteira do Grupo Champalimaud.

A Cimpor é uma das maiores produtoras de cimento no Brasil, com fábricas instaladas em Campo Formoso e Brumado (Bahia), Cezarina (Goiás), João Pessoa (Paraíba), Candiota e Santa Rita (Rio Grande do Sul), Cajati (São Paulo) e São Miguel dos Campos (Alagoas).

O Ministério da Justiça, através da Secretaria de Direito Económico (SDE), e a Advocacia Geral da União e a Polícia Federal realizaram buscas e apreensões de documentos às empresas e associações do sector cimenteiro no mês de Fevereiro, adianta o "Portugal Digital", que na altura noticiou que a SDE "obteve informações sobre a formação de um suposto cartel entre essas empresas com a finalidade de fixar preços de cimento e concreto, dividir os mercados de maneira regional e manipular os clientes e impedir a entrada de novos concorrentes".

O antigo funcionário da Votorantim "descreveu o funcionamento do cartel", segundo a SDE citada pelo mesmo "site", que acrescenta que "os detalhes subsidiaram a elaboração de uma peça que permitiu a busca e apreensão. O material nos convenceu de que havia evidências suficientes para acusar as empresas de cartel", segundo a secretária de Direito Económico, Mariana Tavares.

A responsável da SDE adiantou que o cartel em causa funciona há muitos anos, recordando que já em 1952 o Congresso demonstrou preocupação com o sector em causa.

Segundo o depoimento do ex-empregado, os directores das oito empresas encontravam-se com frequência em hotéis para combinar preços e condições de pagamento para os seus clientes. A divisão de mercado era feita por região. Quando uma empresa "roubava" clientes de outra pertencente ao cartel, era obrigada a recompensá-la com um bónus, adianta o "Portugal Digital".

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