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Cimpor encerra em alta pela primeira vez desde que rejeitou OPA da CSN

As cotações da Cimpor encerraram a subir 0,02%, para 6,431 euros, numa sessão em que a cimenteira revelou uma forte volatilidade, ao sabor das notícias que foram sendo divulgadas. Os títulos chegaram a subir mais de 1% em reacção à proposta de fusão da Camargo, mas depois perdeu terreno. Ainda assim, conseguiu a primeira subida desde que rejeitou a OPA da CSN.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 17:05
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As cotações da Cimpor encerraram a subir 0,02%, para 6,431 euros, numa sessão em que a cimenteira revelou uma forte volatilidade, ao sabor das notícias que foram sendo divulgadas.

A cimenteira estava a ganhar terreno quando a sua negociação foi suspensa pela CMVM, às 10h45, só voltando a transaccionar mais de quatro horas depois, às 15h. A autoridade de supervisão dos mercados de capitais tomou a decisão de suspender a negociação até a Cimpor divulgar informação relevante.

Às 15h, quando voltou aos negócios, regressou também aos ganhos, tendo chegado a avançar 1,09%, para 6,50 euros. Mas foi um movimento de curta duração e rapidamente voltou ao vermelho, ainda a digerir a proposta de fusão “preliminar e não vinculativa” da congénere brasileira Camargo Corrêa.

A Cimpor não ficou, contudo, em terreno negativo, tendo conseguido encerrar a marcar um ganho ligeiro, ao fechar a valer 6,431 euros – valor 11,8% superior à oferta da CSN, que é de 5,75 euros por acção. Mudaram de mãos, nesta jornada, 1,65 milhões de títulos da Cimpor, contra 654,7 mil na sessão de ontem.

Esta foi a primeira vez desde quinta-feira que a empresa liderada por Bayão Horta fechou em alta. Recorde-se que nesse dia, depois do fecho, a Cimpor recusou a OPA lançada pela brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

A Teixeira Duarte, maior accionista da cimenteira, disparou assim que foi divulgada a suspensão da negociação da Cimpor, na expectativa dos factos relevantes que iriam ser anunciados, tendo disparado 8,44% para 1,144 euros.

Passada a euforia, a construtora cedeu parte dos ganhos. Ainda assim, foi o título do PSI-20 que mais subiu, ao encerrar com uma valorização de 3,03% para 1,087 euros, tendo sido dos que mais peso teve no fecho positivo da bolsa nacional.

No resto da Europa, o sector da construção também terminou em alta, a avançar 0,54%, apesar de o Crédit Suisse ter emitido uma nota de análise onde corta a recomendação para o sector europeu dos materiais de construção, de “overweight” para “equal weight”.

A CSN também não parece estar a ser muito abalada por esta oferta concorrente, já que negoceia na Bolsa de São Paulo a ganhar 1,55% para 58,40 reais. No entanto, segundo Pedro Galdi, analista de investimento da brasileira SLW Corretora, “a entrada de uma nova oferta pela Cimpor irá mudar totalmente a estratégia da CSN, que até então tem mantido a alegação de que o preço proposto é justo”. Segundo este analista em comentários ao Negócios, a CSN, para continuar na corrida pela Cimpor, “terá que melhorar a oferta ou então desistir”.

"Por que motivo aceitaria eu a oferta da CSN se posso vender as minhas acções a um preço mais elevado no mercado?", comentou Sérgio Candeias, gestor de activos do BPI Fundos, à Bloomberg. "Neste momento, a oferta da Camargo é mais interessante", acrescentou.

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