pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Petróleo dispara mais de 7% após Trump prometer escalar o conflito no Médio Oriente

O Presidente dos EUA anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas, reduzindo as esperanças dos investidores de uma resolução a curto prazo que volte a abrir o estreito de Ormuz.

Petróleo.
Petróleo. AP / Eric Gay
08:05

Donald Trump prometeu uma nova escalada no conflito do Médio Oriente e os preços do petróleo responderam em conformidade. O barril de crude voltou a disparar esta sexta-feira e a negociar bem acima dos 100 dólares, com os investidores a anteciparem que, afinal, a guerra no Irão pode não ter uma resolução no horizonte, prolongando as disrupções no estreito de Ormuz - uma das vias marítimas mais importantes do comércio global, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo.

Em reação, o Brent - de referência para a Europa - chegou a disparar 7,11% para 108,35 dólares por barril, tendo entretanto reduzido os ganhos para os 107,92 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - ganha 6,35% para 106,48 dólares, negociando bastante próximo dos máximos da sessão. Na sessão anterior, os preços tinham afundado, com o Brent a negociar abaixo dos 100 dólares, depois de o Presidente norte-americano ter prometido acabar com a guerra "dentro de duas a três semanas". 

No entanto, Donald Trump voltou a endurecer o discurso - embora não tenha abandonado as suas pretensões de acabar com o conflito no curto prazo. Numa declaração ao país feita na madrugada desta sexta-feira, o , abrindo a porta a uma escalada ainda mais severa caso o Irão não aceite um acordo de cessar-fogo. 

"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano. "Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo", acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.

Trump manifestou-se ainda convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente" - até porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir, diz. A retoma da livre circulação de embarcações nesta via marítima tem sido uma das principais preocupações dos investidores, numa altura em que os países do Golfo Pérsico não têm conseguido escoar o petróleo nas suas reservas, reduzindo grandemente a oferta de crude no mercado. 

"Nada no discurso de Trump altera a realidade subjacente do mercado: o estreito está efetivamente fechado há um mês e os fluxos continuam significativamente limitados, sendo provável que a interrupção se prolongue por pelo menos várias semanas - se não mais", explica Robert Rennie, diretor de investigação de matérias-primas do Westpac Banking, à Bloomberg, antecipando que o barril de Brent negoceie entre os 95 e os 110 dólares por barril no curto prazo.

As duas primeiras sessões deste mês marcam um arranque de abril extremamente volátil para o petróleo. Em março, o , depois de a guerra no Irão ter paralizou quase na totalidade o estreito de Ormuz. O Brent encerrou o mês com ganhos de 63,29%, atingindo um máximo de 118,35 dólares, enquanto o WTI ganhou 51,27%.

(Notícia atualizada às 08:22)

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.