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Consórcio da Telefónica perde Embratel; investigado pela polícia

O consórcio liderado pela espanhola Telefónica foi derrotado no processo de compra da Embratel, operadora de telefonia fixa brasileira, e segue investigado pela polícia por alegada formação de cartel no sector das telecomunicações.

28 de Abril de 2004 às 07:58

O consórcio liderado pela espanhola Telefónica foi derrotado no processo de compra da Embratel, operadora de telefonia fixa brasileira, e segue investigado pela polícia por alegada formação de cartel no sector das telecomunicações.

O juiz norte-americano anunciou, ontem, no final do dia, que deu um parecer favorável à Telmex a fim de comprar a Embratel à MCI que está em processo de falência. Com esta escolha, o juiz Arthur Gonzalez da Corte de Falências recusou a oferta apresentada pelo consórcio Calais integrado pela Telefónica, Telemar e Brasil Telecom.

Segundo a Reuters, a Calais completou referiu, depois de conhecida a decisão, que «estamos naturalmente desapontados com a decisão do juiz e o resultado desse processo. Lamentamos a perda de valor para os accionistas da MCI e a perda de uma oportunidade de negócios». E não deve apresentar recurso.

A Calais ofereceu 550 milhões de dólares (460 milhões de euros) para comprar a Embratel, empresa estatal vendida em 1998 ao norte-americano MCI que chegou a ser parceiro da Portugal Telecom. Na mesma data, a PT adquiriu a Telesp Celular, operadora móvel do Estado de São Paulo. A Telmex com parceiros brasileiros ofereceu, por seu lado, 400 milhões de dólares (335 milhões de euros) pela companhia.

A corrida pela Embratel provocou uma guerra de pareceres de especialistas, de revisões em alta dos preços, bem como a denúncia de eventual formação de cartel na criação de um consórcio para tentar comprar a operadora de telefonia fixa com mais de 50% no mercado de transmissão de dados, líder nas ligações interurbanas nacionais e internacionais.

A Polícia Civil de São Paulo está, então, a investigar a alegada formação de cartel do consórcio Calais, segundo documentos divulgados pela Folha de São Paulo. Esta acusação é baseada numa nota da Telefónica que afirma que esta união irá permitir alinhar os preços da telefonia fixa por um limite definido e que poderia ter ganhos de até 750 milhões de reais (215 milhões de euros), caso saísse vencedora do concurso.

A Telmex tem presença no mercado de telefonia móvel no Brasil e a MCI deve 1,7 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) ao dono da empresa mexicana.

O consórcio desmente a acusação e o regulador das telecomunicações prepara-se para investigar o caso.

*Correspondente em São Paulo

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