Custo da OPA deveria ser metade se a oferta decorresse no prazo previsto
Os custos incorridos com a oferta pública de aquisição (OPA) foram um dos itens que pressionaram as contas do BCP no primeiro semestre. Paulo Teixeira Pinto diz que se o prazo da OPA tivesse sido de apenas seis meses o custo da oferta cairia para mais de
Os custos incorridos com a oferta pública de aquisição (OPA) foram um dos itens que pressionaram as contas do BCP no primeiro semestre. Paulo Teixeira Pinto diz que se o prazo da OPA tivesse sido de apenas seis meses o custo da oferta cairia para mais de metade.
No segundo trimestre o BCP conclui sem sucesso a OPA ao BPI, tendo sido registados os respectivos custos líquidos, no valor de 65,5 milhões de euros, essencialmente relativos aos encargos com o acordo de "underwriting" e assessoria jurídica e Financeira.
Paulo Teixeira Pinto explicou que estes encargos com a OPA ao BPI são custos de 14 meses de processo, tempo em que demorou a oferta sobre o rival BPI. A maior parte dos encargos está relacionada, segundo o CEO, com a tomada firme do aumento de capital, inicialmente de quatro mil milhões de euros, e seguidamente de cinco mil milhões de euros (quando o BCP reviu em alta o preço da OPA).
"Ninguém contava que a operação fosse tão longa. Se fosse apenas seis meses, os custos eram menos de metade", afirmou.
Questionado pelos jornalistas, sabendo aquilo que sabe hoje, se voltaria a fazer tudo igual para comprar o BPI, Paulo Teixeira Pinto diz que não. "Não sou daqueles que dizem que fariam tudo igual. Seria uma arrogância. Tenho uma atitude de aprendizagem constante".