Da oportunidade de ganhar novos mercados ao receio de perder peso em antigos
Se a indústria agroalimentar vê uma oportunidade única para ganhar novos mercados, por outro, a do têxtil, vestuário e calçado receia até perder peso em antigos com a "invasão" de produtos vindos de fora da UE que não jogam com as mesmas regras.
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2026 entra para a história como o ano em que a União Europeia (UE) firmou dois acordos comerciais de monta: um com o bloco do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e outro com a Índia. Num contexto de tensão geopolítica, na esteira da "guerra" de tarifas iniciada pelos EUA, ambos foram, de um modo geral, bem recebidos por abrirem horizontes de exportação para as empresas portuguesas. No entanto, há divisões que transparecem no tecido empresarial. Se, por um lado, a indústria agroalimentar vê "rara oportunidade" para ganhar novos mercados, por outro, a do têxtil, vestuário e calçado receia até perder peso em antigos com a "invasão" de produtos vindos de fora que acusa não jogarem com as mesmas regras.