Facção de Jardim quer tutela de Angola e da relação com Fortis
Administradores afectos a Jardim Gonçalves propuseram ontem retirar pelouros a um gestor que apoia Teixeira Pinto. Como estão em causa relações com accionistas, o presidente ter-se-á sentido visado.
Administradores afectos a Jardim Gonçalves propuseram ontem retirar pelouros a um gestor que apoia Teixeira Pinto. Como estão em causa relações com accionistas, o presidente ter-se-á sentido visado.
Os administradores do Banco Comercial Português (BCP) afectos a Jardim Gonçalves querem assumir a relação com a "holding" Millennium bcp Fortis e a tutela de Angola, áreas que actualmente estão nas mãos do António Castro Henriques. Como estas responsabilidades implicam relações com accionistas do grupo - Fortis (4,94%) e Sonangol (2%) - o presidente do banco, Paulo Teixeira Pinto, terá entendido aquela pretensão como uma tentativa de esvaziar as suas competências. Isto porque é ao presidente que compete o relacionamento com accionistas.
A facção afecta a Teixeira Pinto alega que o objectivo da proposta é dar a Christopher de Beck e a António Rodrigues a tutela da relação com a Sonangol e o Fortis. Já a responsabilidade sobre o Millennium Angola passaria para as mãos de Beck e Alípio Dias. Em causa estará ainda, sustentam fontes próximas do presidente e dos dois gestores que o apoiam (Castro Henriques e Francisco Lacerda), o pelouro da direcção de comunicação.
A proposta de alteração de pelouros foi ontem apresentada na reunião da administração do banco. Mas ainda não foi votada, porque enquanto se discutia o assunto decidiu-se suspender o encontro. A reunião será retomada esta manhã.