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Francisco Lacerda: Manter o contrato de concessão é "o cenário base" para os CTT

Francisco Lacerda revelou, em entrevista ao ECO24, que os CTT não necessitam de realizar um despedimento colectivo.

Francisco Lacerda Cotec
Paulo Duarte/Negócios
Negócios jng@negocios.pt 21 de Dezembro de 2017 às 09:04
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Francisco Lacerda, presidente executivo dos CTT, garantiu esta quarta-feira à noite que a companhia cumpre as condições do contrato de concessão e afastou a necessidade de efectuar um despedimento colectivo para cumprir o plano de reestruturação que prevê o corte de 800 postos de trabalho em três anos

 

"Os CTT têm um histórico e muita honra em ser os concessionários do serviço universal". Este termina em 2020 e mante-lo é "o cenário base no qual" se trabalha nos CTT, afirmou o CEO da cotada em entrevista ao programa da TVI24.

 

No debate quinzenal de ontem, o primeiro-ministro afastou uma nacionalização dos CTT como pretendem o Bloco de Esquerda e o PCP e duvidou que apenas com um incumprimento seja possível alterar o contrato de concessão. 

 

"Uma análise desapaixonada e atenta vai mostrar que cumprimos as condições do serviço público", afirmou Lacerda, citado pelo Eco, garantindo que os CTT "não recebem" pelo contrato de concessão do serviço postal universal. "O Estado não paga nada aos CTT por serem o concessionário do serviço universal", explicou.

 

Na mesma entrevista, Lacerda diz que no plano de corte de custos "nãoestamos a falar de despedimento, e muito menos de despedimento colectivo". 

 

Por isso, os CTT não vão apresentar nenhum plano de reestruturação à Segurança Social, porque os trabalhadores "vão saindo naturalmente, ao longo dos três anos" , numa reestruturação que será gerida em "continuidade" e "com respeito pelas pessoas".

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