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Fusões e aquisições aquecem: 70 mil milhões de dólares em cerca de 24 horas

Os últimos dias têm sido frenéticos no que se refere a fusões e aquisições. Em cerca de 24 horas atingiu-se um recorde, com vários negócios anunciados e que totalizam mais de 70 mil milhões de dólares.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Novembro de 2019 às 11:16
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Foram várias as empresas que anunciaram nas últimas horas ofertas de compra e vendas de ativos, em vários setores e em várias partes do globo. No total, os negócios anunciados ascendem a mais de 70 mil milhões de dólares, o que representa um recorde.

 

A operação mais mediática é a compra da Tiffany por parte da LVMH. A gigante de luxo já tinha feito uma primeira abordagem, mas não convenceu a americana. Entretanto, durante o fim de semana apresentou uma nova proposta, oferecendo 135 dólares por ação (em dinheiro), o que avalia a operação em 16,5 mil milhões de dólares e representa uma melhoria de 12,5% face à proposta inicial. Os valores oferecidos convenceram a administração da Tiffany, o que permitirá que o grupo que detém marcas como a Louis Vuitton e Dom Perignon inclua no seu portefólio uma joalheira com 182 anos de existência.

 

Apesar desta ser a operação mais mediática não foi a maior. A Charles Schwab acordou a compra da totalidade da rival TD Ameritrade por 26 mil milhões de dólares. Com esta aquisição nascerá um gigante no setor da corretagem online, avaliado em 5 biliões de dólares.

 

Outra empresa cujo nome não é desconhecido é a Ebay, que acordou vender a StubHub, uma empresa online de compra e venda de bilhetes. A Ebay chegou a acordo com a rival europeia Viagogo, vendendo este negócio por 4,05 mil milhões de dólares em dinheiro.

 

No mundo das farmacêuticas, a Novartis acordou comprar a Medicines por 9,7 mil milhões de dólares. Esta aquisição inclui um medicamento para o coração que é, ainda, uma "promessa". Nesta área, houve ainda o anúncio de outro negócio, mas não na suíça. A japonesa Asahi Kasei vai comprar a Veloxis Pharmaceuticals por 1,3 mil milhões de dólares, sendo esta a última operação de fusão no mercado farmacêutico do Japão.

 

Ainda no Japão, a Mitsubishi e a Chubu Electric Power deverão comprar a holandesa Eneco, numa operação cujos valores rondam os 4 mil milhões de euros.

 

No Canadá foram anunciados dois negócios. A Kirkland Lake Gold fechou um acordo para comprar a Detour Gold, numa operação de 3,7 mil milhões de dólares. O outro negócio que envolve empresas canadianas, ascende a 5,8 mil milhões de dólares e passa pela compra da retalhista Caltex por parte da gigante de lojas de conveniência Alimentation Couche-Tard.

 

Contas feitas, estes oito negócios, anunciados desde domingo, superam os 70 mil milhões de dólares em valor, o que representa um novo recorde.

 

A agência Bloomberg realça que os negócios não têm bases comuns. Uns passam pela consolidação da indústria onde se inserem, outros têm o objetivo de diversificar receitas, sejam pelo tipo de produtos e serviços vendidos, seja pela localização geográfica. Mas todos os negócios terão por base uma premissa: confiança. Um sentimento gerado pela diminuição dos receios de uma recessão mundial e os progressos nas negociações comerciais entre os EUA e a China.

 

"A recente explosão de fusões e aquisições reflete um inegável otimismo económico", salientou à Bloomberg Brock Silvers, gestor da Adamas Asset Management.

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