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Galp pagou mais de 300 mil euros a consultores suspeitos de corrupção em Espanha

A Galp recorreu aos serviços jurídicos de Raúl e Alejo Morodo, principais visados na investigação espanhol a um esquema de corrupção que envolve a petrolífera venezuelana PDVSA.

Galp Energia
Negócios jng@negocios.pt 06 de Fevereiro de 2020 às 08:46
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A Galp Energia pagou, entre 2008 e 2013, quase 310 mil euros a Raúl Morodo e ao seu filho Alejo, os principais visados numa investigação das autoridades espanholas por suspeitas de corrupção no comércio internacional. A notícia é avançada, esta quinta-feira, 6 de fevereiro, pelo Público.

Em causa está o esquema de corrupção e branqueamento de capitais, investigado pelo Ministério Público espanhol, que envolve Raúl Morodo, ex-embaixador espanhol em Lisboa e Caracas, o seu filho Alejo (que é também genro do ex-ministro social-democrata Dias Loureiro), António Vitorino (ex-ministro socialista) e a Petróleos de Venezuela (PDVSA). Raúl e Alejo Morodo terão sido os protagonistas de um esquema de branqueamento de capitias de mais de 4,4 milhões de euros, que tiveram origem em contas da PDVSA e que resultaram na compra de diversos imóveis em Madrid.

Segundo escreve agora o Público, António Vitorino e a sua antiga sociedade de advogados, a Cuatrecasas, terão sido o elo de ligação entre os Morodo, a PDVSA e a Galp.

De acordo com o mesmo jornal, a Morodo Abogados cobrou à Galp Exploração e Produção mais de 254 mil euros por serviços prestados entre 2009 e 2011. Mas, entre 2012 e 2013, Alejo Morodo recebeu diretamente da Galp Espanha mais 55 mil euros, em dois pagamentos.
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