Gestores portugueses revelam-se contidos nos aumentos e nas palavras
E em Portugal? Existe muito silêncio e pouca prática de cortes voluntários na remuneração base dos gestores de topo. No passado, existem exemplos que, por serem excepções, fizeram história no mundo empresarial. É o caso de Diogo Vaz Guedes, durante da crise de 1999. Tinha 36 anos, geria a Somague e reduziu o seu ordenado base em 15%.
E em Portugal? Existe muito silêncio e pouca prática de cortes voluntários na remuneração base dos gestores de topo. No passado, existem exemplos que, por serem excepções, fizeram história no mundo empresarial. É o caso de Diogo Vaz Guedes, durante da crise de 1999. Tinha 36 anos, geria a Somague e reduziu o seu ordenado base em 15%.
"Em Portugal impera o silêncio na política de salários, mesmo nas empresas cotadas, apesar das recomendações da CMVM", atira Pedro Bettencourt da Câmara, "managing partner" da consultora PCA. "Tirando as declarações do presidente da Jerónimo Martins, Soares dos Santos, que veio a público dizer que, se fosse necessário, cortaria no seu salário, a minha percepção é que ninguém cortou coisa nenhuma".
