GM oficializa pedido de falência (act.)
A General Motors (GM) apresentou o pedido de falência esta manhã, oficializando o que mercado já estava a antecipar, depois da empresa ter falhado a apresentação de um plano de reestruturação. A falência vai permitir que a companhia se reestruture, protegida dos credores.
A GM pediu hoje protecção ao abrigo do Capitulo 11, que permite que a empresa se reestruture sem a pressão dos credores. Esta falência surge precisamente para que a fabricante de automóveis se torne mais competitiva.
Esta é a terceira maior falência dos EUA, depois da Lehman Brothers e da WorldCom.
A GM, a maior empresa industrial de sempre, tem actualmente activos avaliados em 82,9 mil milhões de dólares, metade do valor total da dívida (172,8 mil milhões de dólares).
Após este pedido de falência, a GM vai ficar agora, maioritariamente nas mãos governamentais. Os EUA deverão ficar com 60% do capital, depois de converter a maioria dos 50 mil milhões de dólares de empréstimos, e o Canadá com 12%.
“Este é um passo que eles [GM] deviam ter dado há mais de um ano”, considera Stephen Pope, estratega da Cantor Fitzgerald, acrescentando que se o tivessem feito estariam agora em melhor posição, mesmo com o acentuar da crise económica.
Após este processo será criada uma nova empresa, com a Bloomberg a noticiar que esta deverá ser constituída dentro de 60 a 90 dias.
A nova empresa vai ter veículos das várias marcas da GM (Cadillac, Chevrolet, Buick e GMC) mas agora com uma missão mais direccionada para carros pequenos e eficientes no que respeita ao consumo de combustíveis.
Um juiz federal de falências vai supervisionar a venda e liquidação de marcas que não são rentáveis e de, pelo menos 11 fábricas, que a GM vai encerrar.