Governo societário e estratégia deixaram indianos e japoneses fora da EDP
Na corrida pela EDP os japoneses da Marubeni até tiveram, reconhece o Governo, apreciação positiva no preço proposto, mas falharam no projecto estratégico, ao passo que as ideias de governo societário da Birla não convenceram.
A resolução do Conselho de Ministros de ontem sobre o tema, hoje publicada em "Diário da República", até reconhece "a apreciação positiva do preço indicativo proposto" no caso da Marubeni Europower Limited. Mas os japoneses acabaram por ter uma avaliação "menos satisfatória" nos restantes critérios, nomeadamente o do projecto estratégico para a EDP, bem como a contribuição para a concorrência no sector energético e o desenvolvimento da economia nacional. A "short list" da privatização da EDP, ontem revelada, inclui as brasileiras Eletrobras e Cemig, a alemã E.On e a China Three Gorges. As quatro empresas irão agora receber da Parpública convites para a apresentação de ofertas vinculativas por uma posição na EDP entre 5% e 21,35%.
A privatização de até 21,35% da EDP chegou a suscitar o interesse de investidores praticamente desconhecidos no mercado português, como a indiana Birla e a japonesa Marubeni, mas no caso desta última nem sequer foi por uma questão de preço que o Governo a excluiu da "short list" que disputará a eléctrica nacional.
A resolução do Conselho de Ministros de ontem sobre o tema, hoje publicada em "Diário da República", até reconhece "a apreciação positiva do preço indicativo proposto" no caso da Marubeni Europower Limited.
Mas os japoneses acabaram por ter uma avaliação "menos satisfatória" nos restantes critérios, nomeadamente o do projecto estratégico para a EDP, bem como a contribuição para a concorrência no sector energético e o desenvolvimento da economia nacional.