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Greve da Groundforce já cancelou 274 voos nos aeroportos portugueses

A greve dos trabalhadores da Groundforce já levou ao cancelamento de 107 chegadas e 135 partidas no aeroporto de Lisboa, o mais afetado. No Porto (18), Faro (6), Madeira (4) e Porto Santo (4) também houve voos cancelados.

A TAP é uma das companhias aéreas que têm enfrentado a forte concorrência das “low-cost”.
Bruno Simão
Lusa 17 de Julho de 2021 às 11:33
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A ANA - Aeroportos de Portugal informa que "devido à greve nos serviços de 'handling' da Groundforce, foram canceladosaté ao momento 107 chegadas e 135 partidas" no aeroporto de Lisboa.

Fonte oficial da gestora das infraestruturas adiantou à Lusa que as companhias que operam com outras empresas de assistência que não a Groundforce, assim como as que operam no Terminal 2 do aeroporto de Lisboa, "mantêm a sua operação".

Segundo a última atualização da gestora de aeroportos, foram também canceladas nove chegadas e nove partidas no Aeroporto do Porto, três chegadas e três partidas no Aeroporto de Faro, duas chegadas e duas partidas no Aeroporto da Madeira e também duas chegadas e duas partidas no Aeroporto do Porto Santo.

A ANA solicita aos passageiros com voo marcado para este fim de semana que se informem sobre o estado do mesmo, antes de se deslocarem para o aeroporto. Avisa idêntico foi feito pela TAP, cuja operação está a registar "significativos constrangimentos", com registo de vários voos cancelados, alertando que a situação deverá manter-se no domingo.

A transportadora aérea está a notificar os clientes cujos voos estão a ser diretamente impactados pela greve, mas solicita aos passageiros que acompanhem o estado do seu voo no site da TAP, para que possam fazer uma gestão online do voo, caso este se encontre entre os afetados pela paralisação dos trabalhadores da empresa de 'handling'.

Em comunicado, pede aos clientes para privilegiarem "as ferramentas online para 'self service' de bagagem" e consultarem a página no site da TAP, "criada em exclusivo para a greve, com instruções em caso de disrupção de voo e bagagem".

Numa nota às redações ao final do dia, o Governo da Madeira veio criticar o "silêncio total" e "desleixo" do executivo da República em relação à greve da Groundforce e as suas consequências nos aeroportos do país, considerando "inaceitável" que não tenha garantido serviços mínimos.

O que está em causa?

Hoje é o primeiro dia da greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), como protesto pela "situação de instabilidade insustentável, no que concerne ao pagamento pontual dos salários e outras componentes pecuniárias" que os trabalhadores da Groundforce enfrentam desde fevereiro de 2021.

A paralisação vai prolongar-se pelos dias 18 e 31 de julho, 1 e 2 de agosto, o que levou a ANA a alertar esta sexta-feira para possíveis constrangimentos nos aeroportos nacionais, cancelamentos e atrasos nos voos assistidos pela Groundforce, nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo.

Agências de viagem falam em "vergonha" nos aeroportos O presidente das Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) lamentou a "vergonha que se está a passar" nos aeroportos portugueses, numa altura em que as empresas tentam reerguer-se da crise. "Onde é que ficou o direito de Portugal a reerguer-se enquanto economia? Alguém faz uma pequena ideia do que é que a nossa concorrência enquanto destino turístico está já a fazer nas redes sociais, à conta da vergonha que se está a passar nos nossos aeroportos?", questionou Pedro Costa Ferreira, em declarações à agência Lusa. O responsável considerou que se chegou "ao grau zero do respeito", "da razoabilidade", "do bom senso" e "do equilíbrio", criticando igualmente o Governo porque "não soube antecipar e resolver esse problema".



Na mesma nota em que, no início do mês, dava conta da greve, a estrutura sindical detalhou que a paralisação abrange os trabalhadores da SPdH (Groundforce) de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo e que decorrerá das 00:00 do dia 17 às 24:00 do dia 18 de julho de 2021 e das 00:00 do dia 31 de julho às 24:00 do dia 02 de agosto de 2021.

O STHA convocou ainda uma paralisação ao trabalho extraordinário das 00:00 de dia 15 de julho às 24:00 do dia 31 de outubro de 2021.

(Notícia atualizada pela última vez às 20:20 com as críticas do Governo da Madeira)

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