Guerra no Médio Oriente corta "40 milhões" nas vendas dos jogos da Santa Casa
Os portugueses estão a apostar menos dinheiro nos jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa devido aos impactos da guerra no Médio Oriente, como a redução do poder de compra, diz o provedor, estimando uma quebra de 40 milhões de euros até ao momento.
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A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) diz estar a sentir "uma quebra" nas vendas dos jogos sociais do Estado, que explora, em regime de exclusividade, por força dos impactos decorrentes da Guerra no Médio Oriente, que estalou a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão.
"Neste momento, temos uma estimativa de quebras de 40 milhões de euros de vendas até ao dia de ontem [8 de abril]. Portanto, é para nós naturalmente um valor significativo, embora seja em termos percentuais reduzido, uma vez que as vendas eram de cerca de 700 milhões", afirmou o provedor da SCML, Paulo Sousa, em entrevista ao Negócios e à Antena 1.
Convidado do programa Conversa Capital, o provedor diz que os primeiros efeitos na atividade começaram a sentir-se pouco tempo depois do início do conflito e que "há uma, duas semanas ficou clara uma inversão da tendência, quando há os primeiros reflexos nos custos dos combustíveis, porque a curva vinha claramente num sentido ascendente".
"Sinto que o rendimento disponível tem de ser alocado de forma diferente e, nesse contexto, há menos procura por parte dos consumidores", sublinhou, apontando que os jogos da Santa Casa "estão normalmente presentes numa tipologia de estabelecimentos, onde outros ramos de produtos estão a ser igualmente afetados pela diminuição de consumo".
Apesar de existirem "sinais positivos" como a descida do preço do petróleo, que irão refletir-se depois no consumidor, o provedor da Santa Casa sinaliza que esse impacto ainda não se sente nas vendas.