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Há um lado feio no setor da cosmética e está a matar o planeta

Os produtos de saúde e beleza são pensados para serem esteticamente agradáveis.

Cofina Media
Bloomberg 09 de Junho de 2019 às 16:00
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É uma categoria em que a embalagem é tão importante quanto o conteúdo quando se trata de se destacar numa galáxia de potinhos bonitinhos. Também é um setor que já tem vantagem, pois parecer mais jovem, com um cheiro mais agradável ou simplesmente não ter mau hálito dispensam promoção. Adicione a omnipresente publicidade ao mix e teremos um dos setores com maior potencial de crescimento.

 

Mas toda esta embalagem e crescimento contribuem para uma grande pilha de resíduos de consumo.

 

Todos os anos, são produzidas 120 mil milhões de unidades de embalagens de cosméticos e, principalmente, para serem usadas uma única vez. Recipientes vazios são muitas vezes pequenos demais para a reciclagem, e itens de materiais de diferente composição acabam por ir diretamente para aterros. Além disso, muitos dos produtos de beleza comprados não são usados, apenas acumulam pó e acabam no lixo – e depois são substituídos por itens novos.


Segundo o LCA Centre, um grupo holandês que estuda o impacto ambiental das embalagens, cerca de 70% das emissões de carbono atribuíveis ao setor poderiam ser eliminadas se as pessoas simplesmente usassem recipientes reutilizáveis.

 

Enquanto pequenas marcas de saúde e beleza procuram capitalizar esta dinâmica, promovendo-se como opções verdes, as maiores do mercado andam mais devagar. Mas isto pode estar prestes a mudar - se os consumidores ajudarem.

 

A Body Shop anunciou recentemente que estava a comprar centenas de toneladas de plástico reciclado da Índia; a Beautycounter, empresa de produtos de higiene pessoal e maquilhagem financiada pela TPG Growth, disse que planeia lançar um produto de beleza com capacidade ser reabastecido nos próximos seis meses (embora o prazo possa ser estendido para 2020); e a Procter & Gamble, gigante do setor de consumo, participa num programa de testes em que os consumidores usam recipientes com possibilidade de serem reenchidos ??para uma variedade de produtos domésticos.

 

Na quarta-feira, a Olay, marca de cosméticos da P&G, foi mais longe. A empresa está a lançar um produto com reabastecimento como parte de um programa-piloto limitado, usando o seu hidratante campeão de vendas como cobaia. A Olay disse que vendeu aproximadamente 1,26 milhões de unidades do Olay Regenerist Whip só nos EUA, e os números de vendas da Nielsen colocam o produto de cuidados com a pele como líder do mercado no ano passado.

 

(Texto original: There’s an Ugly Side to the Makeup Aisle, and It’s Killing the Planet)

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