Híbrido plug-in é um carro eléctrico sem ansiedade de autonomia
O secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, considerou o início dos testes do Toyota Prius Plug-in em Portugal, mais uma forma de mostrar ao mundo que Portugal também está na primeira linha da transição dos motores de combustão para os eléctricos.
Especificações do automóvel
O secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, considerou o início dos testes do Toyota Prius Plug-in em Portugal, mais uma forma de mostrar ao mundo que Portugal também está na “primeira linha da transição” dos motores de combustão para os eléctricos.Hoje a Toyota entregou quatro híbridos com possibilidade de serem conectados à corrente eléctrica à Galp Energia. Com esta iniciativa as duas empresas pretendem estudar o comportamento de condução dos portugueses e conseguir compreender quais as verdadeiras necessidades de mobilidade existentes.Para o vice-presidente da Toyota Caetano, José Ramos, esta iniciativa vai demonstrar que os híbridos plu-in vão ser uma boa solução na transição definitiva para os motores eléctricos. “Este automóvel é o melhor de dois mundos”, afirmou à margem do lançamento da iniciativa o responsável da Toyota em Portugal, sublinhando que com este híbrido “as pessoas vão poder ser amigas do ambiente, sem se preocuparem com questões de autonomia”.O presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, afirmou, por seu turno, que tem todo interesse no desenvolvimento dos carregamentos eléctricos, apesar do “core business” da empresa continuar a ser os derivados de petróleo.“A indústria petrolífera está muito habituada a viver com a canibalização de uns produtos por outros”, disse no seu discurso Ferreira de Oliveira, concluindo dizendo que “quando vamos a uma bomba de gasolina vemos oito mangueiras, oito produtos que concorrem uns com os outros, portanto instalar lá mais uma mangueira de hidrogénio, gás natural comprimido ou electricidade não é se não uma evolução natural”.
O Prius Plug-in trata-se de um híbrido convencional que utiliza um motor a combustão auxiliado por uma bateria que fornece energia. Neste caso, este automóvel pode ser ainda carregado numa tomada eléctrica, o que lhe concede uma autonomia até 20 km.