João Talone defende "normalização" e só aceita integrar gestão com alteração dos estatutos
O antigo vice-presidente do BCP, João Talone, defendeu hoje a actual proposta de alteração dos estatutos e do modelo de governação do banco, sublinhando que essa é a única solução que apoia e deseja ver aprovada para haver "normalização" da situação no
O antigo vice-presidente do BCP, João Talone, defendeu hoje a actual proposta de alteração dos estatutos e do modelo de governação do banco, sublinhando que essa é a única solução que apoia e deseja ver aprovada para haver "normalização" da situação no banco.
"Acabar com a instabilidade e normalizar a situação no banco" adoptando uma solução de futuro é o que está por trás da sua decisão de aceitar integrar a lista para um futuro Conselho de Administração, apresentada por accionistas apoiantes de Paulo Teixeira Pinto, actual presidente executivo da instituição.
"Não comento a situação actual", sublinhou o gestor em declarações á agência Lusa, as primeiras que faz sobre momento que se vive no maior banco não estatal português.
"E apoio exclusivamente uma solução de futuro, que seja para normalizar a situação e que tenha um apoio significativo", o que está traduzido na lista de que fez parte.
O nome do gestor, que abandonou a vice-presidência da administração do banco quando Jardim Gonçalves era presidente, consta da lista dos 20 membros para a administração do BCP para o triénio 2007-2009, caso a Assembleia Geral de 06 de Agosto aprove a alteração de estatutos e o alargamento do número máximo de titulares do órgão de gestão.
Caso não seja aprovada a proposta para alargamento do número de administradores, a lista mantém-se inalterada, mas serão eleitos apenas os 15 primeiros nomes, entre os quais se encontra o de João Talone.
Faz notar, no entanto, que não consta das listas apresentadas para completar o mandato em curso - triénio 2005-2007 - seja como membro da administração, seja como membro do conselho geral e de supervisão.
João Talone insiste ainda em que a solução que defende e a única que apoia tem que ter "um apoio significativo", o que terá que se traduzir na votação da Assembleia Geral de accionistas.
Recorde-se que a alteração de estatutos e do modelo de governação são o primeiro ponto da ordem de trabalhos da AG e só são aprovados se obtiverem dois terços, ou algo mais de 66 por cento, dos votos expressos.
Só em caso de se verificar essa aprovação é que os accionistas passam à eleição dos titulares de órgãos sociais para o triénio 2007-2009, que consta do ponto dois da reunião magna de accionistas.