Lucros trimestrais da TotalEnergies sobem 51% para 4.974 milhões com "ajuda" da guerra
Atualmente, a interrupção da produção nas plataformas marítimas do Qatar, Iraque e Emirados Árabes Unidos representa aproximadamente 15% da produção total de petróleo e gás da empresa.
O lucro líquido da petrolífera TotalEnergies aumentou para 5.810 milhões de dólares (cerca de 4.974 milhões de euros) no primeiro trimestre de 2026, um aumento homólogo de 51%, impulsionado pela subida dos preços devido ao conflito no Médio Oriente.
Se compararmos estes dados com os do último trimestre de 2025, os lucros líquidos duplicaram em relação ao período de outubro a dezembro, informou a TotalEnergies num comunicado divulgado hoje.
O resultado líquido ajustado do grupo, que exclui elementos não recorrentes, foi de 5.394 milhões de dólares, o que representa um aumento de 29% em relação ao ano passado.
O fluxo de caixa, de 8.576 milhões de dólares, aumentou 23% face a 2025.
O grupo precisou que o impacto do conflito no Médio Oriente na produção foi compensado por um crescimento orgânico geral de 4% relativamente ao ano anterior e que a TotalEnergies soube aproveitar "a subida dos preços graças a uma carteira integrada, diversificada e de alto rendimento nos setores do petróleo, do gás e da energia".
Atualmente, a interrupção da produção nas plataformas marítimas do Qatar, Iraque e Emirados Árabes Unidos representa aproximadamente 15% da produção total de petróleo e gás da empresa, o que corresponde a "cerca de 360.000 barris por dia, em média, em abril, em comparação com os níveis anteriores ao conflito", detalhou a energética.
Quanto à Arábia Saudita, após os incidentes de 08 de abril que afetaram três unidades da fábrica da SATORP (Saudi Aramco Total Refining And Petrochemical) e provocaram o encerramento por motivos de segurança, as unidades que não sofreram danos entraram novamente em funcionamento e estão a operar a uma capacidade de 230.000 barris por dia desde 14 de abril.
Com base nestes dados, a TotalEnergies comunicou que distribuirá um primeiro pagamento a conta do dividendo de 0,90 euros por ação correspondente ao exercício de 2026, o que representa um aumento de 5,9% em relação a 2025.
Hoje, a TotalEnergies também anunciou o fim da aliança no setor das centrais a gás com a EPH, grupo do magnata checo Daniel Kretinsky.