Lucros da Jerónimo Martins crescem 6% em 2013
Grupo de distribuição obteve resultados líquidos de 382,3 milhões no exercício passado. EBITDA melhorou 5,1% e vendas progrediram 10,7%
O grupo Jerónimo Martins consolidou resultados líquidos de 382,3 milhões em 2013, anunciou hoje a companhia ao mercado, após o fecho da sessão. O desempenho representa uma melhoria de 6%, ou 21,8 milhões de euros face a 2012.
O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, amortização e depreciação) aumentou de 739,6 milhões de euros para 77,1 milhões de euros, ou mais 5,1% em igual período.
As vendas consolidadas foram de 11,82 mil milhões de euros, crescendo 10,7% no ano em causa.
Sem contabilizar o efeito dos novos negócios, avança o grupo em comunicado à CMVM, o resultado líquido cresceu 13%.
O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, amortização e depreciação) aumentou de 739,6 milhões de euros para 777,1 milhões de euros, ou mais 5,1% em igual período.
As vendas consolidadas foram de 11,82 mil milhões de euros, crescendo 10,7% no ano em causa. Em termos comparáveis, ou “like for like” (sem contabilizar aberturas e encerramentos de lojas no período em análise), as vendas melhoraram 3,5%.
A dívida líquida do grupo cresceu 7.6% em 2013, para 345,8 milhões de euros.
Em termos de retorno accionista, a proposta do conselho de administração é de um aumento de 3,4%, para um dividendo bruto de 0,305 euros, avançou ainda a JM na comunicação ao mercado.
Biedronka factura mais mil milhões
Dos 1.146 milhões de euros que o grupo facturou a mais em 2013, face ao ano anterior, 1.009 milhões vieram da actividade da rede de supermercados polaca, Biedronka, que terminou o ano com vendas de 7.703 milhões de euros (mais 14,4% em euros ou 15% em zloty).
A cadeia Biedronka, que fechou o ano passado a representar assim 65,1% das vendas da JM, teve um desempenho “like for like” de crescimento em 4,2%.
Contudo, devido à depreciação cambial, a conversão de zloty em euros, aquando da consolidação das vendas da Biedronka no total do grupo “retirou” o equivalente a 39 milhões de euros às contas do maior grupo de duistribuição português.
Em Portugal, a cadeia de supermercados Pingo Doce registou mais 118 milhões de euros que em 2012. Terminou o ano passado com vendas de loja de 3.181 milhões de euros, mais 3,9% que nos 12 meses anteriores.
A rede Pingo Doce vale agora 26,7% das vendas da JM (valia 28,7% no final de 2012), registando um crescimento “like for like” de 2,8%.
Já a cadeia Recheio, que lidera o comércio grossista em Portugal, fez mais 13 milhões de euros de vendas do que em 2012, terminando o exercício passado com 805 milhões de euros (mais 1,6%).
Também a rede grossista registou uma diminuição no peso nas vendas consolidadas nos últimos 12 meses, de 7,4% (em 2012), para 6,8% (em 2013). As vendas “like for like” aumentaram 0,4%.
Serviços quebram 10%. Novos negócios crescem
Pior teve o desempenho da área de serviços de marketing, representação de marcas e restauração, que registaram uma quebra anual de 10% nas vendas, para 78 milhões de euros.
Ainda assim, dos novos negócios vieram boas notícias. Na Polónia, a rede de parafarmácias Hebe registou vendas de 59 milhões de euros.
E na Colômbia, onde a JM contabiliza só 10 meses após a abertura da primeira loja Ara, foram facturados outros 21 milhões de euros.
(Notícia actualizada Às 19h59m)