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Mau tempo: Infraestruturas de Portugal resolveu mais de 90% de cortes de estradas

Em comunicado, o gabinete do ministro Miguel Pinto Luz assegura que só restam cerca de 30 interrupções de vias no país.

O colapso de uma parte da  A1 foi um danos mais visíveis nas estradas por causa do mau tempo
O colapso de uma parte da A1 foi um danos mais visíveis nas estradas por causa do mau tempo Brisa
09:59

 A Infraestruturas de Portugal (IP) já resolveu mais de 90% dos cortes de estradas causados pelas tempestades, cerca de 300, restando cerca de 30 interrupções, adiantou este domingo o Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH), em comunicado.

"A IP registou 346 cortes totais de via, restando apenas 34 desses casos por resolver, o que representa 90% de situações ultrapassadas, quando se completa um mês após os dias de maior impacto das tempestades", destacou.

De acordo com a tutela, "no conjunto das redes rodoviária e ferroviária nacionais foram registadas mais de 4.200 ocorrências", chegando a atingir "uma média de cerca de 200 intervenções diárias no terreno", para assegurar "operações contínuas de desobstrução, reparação de infraestruturas, estabilização de taludes, reposição de sistemas de sinalização e estabelecimento das condições de segurança e circulação, tanto na rede rodoviária como na rede ferroviária".

Segundo o Governo, para garantir a resposta "a IP mobilizou todas as suas equipas e prestadores de serviço, tendo o dispositivo atingido cerca de 2.000 operacionais, 622 viaturas, 13 limpa-neves e 31 equipamentos ferroviários pesados" em articulação com as autarquias.

"Para possibilitar os trabalhos de recuperação, o Governo decidiu, em Conselho de Ministros, autorizar uma verba extraordinária de 400 milhões de euros para a Infraestruturas de Portugal", lembrou.

Apontou ainda o colapso da A1, na zona do viaduto de Casais, Coimbra, com recuperação da circulação em 15 dias, graças a trabalhos promovidos pela Brisa, e "às rápidas diligências das entidades responsáveis, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, LNEC, e Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, IMT".

De acordo com o Governo, "também na ferrovia já se encontram ultrapassadas quase todas as situações, restando apenas recuperar a circulação na Linha do Oeste, a sul das Caldas da Rainha, e na Linha da Beira Baixa".

na Linha do Oeste, a circulação no troço a norte das Caldas da Rainha e no percurso até Louriçal será reposta esta segunda-feira.

"Resta também repor a circulação no troço da Linha da Beira Baixa entre as estações de Mouriscas A e Rodão, interrupção provocada pelo deslizamento de um talude de difícil intervenção pela proximidade da linha ao Rio Tejo nesta zona", indicou.

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