Mexia compromete-se a votar apenas a favor do alargamento do CGS do BCP
O presidente da EDP garante que a eléctrica está envolvida apenas na lista para o alargamento do conselho geral e de supervisão do BCP. Sem querer assumir a posição de voto que vai adoptar nos restantes pontos da agenda, António Mexia afirmou que “não é p
O presidente da EDP garante que a eléctrica está envolvida apenas na lista para o alargamento do conselho geral e de supervisão do BCP. Sem querer assumir a posição de voto que vai adoptar nos restantes pontos da agenda, António Mexia afirmou que "não é por acaso que não estamos incluídos em mais nenhum ponto da agenda".
Defendendo uma postura de discrição quanto ao dossier da "guerra BCP", o CEO da EDP comprometeu-se assim, esta tarde, a votar favoravelmente apenas sobre o ponto 7.
"A nossa presença na lista do conselho geral e de supervisão resulta de um entendimento entre todas as partes e que resulta do facto de o BCP já estar presente no mesmo órgão da EDP", justifica Mexia, salientando que "vai acontecer algo que já estava previsto no acordo de parceria. Já podia ter acontecido, mas talvez por erro meu, ou distracção, não aconteceu. A partir deste momento e no actual contexto a EDP considera que faz sentido".
Lembrando o acordo histórico, em resultado do qual o presidente executivo do BCP tem já assento no conselho geral e de supervisão da EDP, António Mexia diz porém que "a participação no conselho geral e de supervisão neste momento é ainda mais importante porque este órgão tem um papel muito importante na estabilidade do banco".
Segundo o gestor, a actuação da EDP neste dossier é clara e respeita apenas três princípios de gestão, sem que o Estado lhe tenha dado quaisquer orientações estratégicas.
"O mais importante é a valorização do valor patrimonial dos activos das participadas. Depois, no contexto da parceria com o BCP, temos de criar condições que ajudem à estabilidade institucional, dando capacidade ao banco para se desenvolver", defende Mexia, considerando que "ste objectivo é, exactamente, coerente com a maximização do valor da participação".
Além disso, "temos presente que todos os accionistas devem contribuir para a estabilidade de uma instituição que é fundamental para o sistema financeiro português e para isso temos de criar as condições para os órgãos, como o conselho geral e de supervisão, desempenharem as suas funções."
António Mexia garante assim que o seu alinhamento "é pura e simplesmente com os interesses da EDP".
A eléctrica, segundo o CEO, vai fazer-se representar na AG do dia 6 de Agosto, "como sempre fez, através de um representante mandatário. Eu, como membro de um órgão [conselho superior], também vou lá estar".