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Millennium BCP aumenta preço alvo da PT para 2006

O Millennium BCP reviu em alta o preço alvo para as acções da Portugal Telecom de 9,75 euros, este ano, para 9,85 euros em 2006. O analista Nuno Vieira salienta, no entanto, a necessidade de clarificar a eleição da nova administração da operadora nacional

10 de Outubro de 2005 às 11:34

O Millennium BCP reviu em alta o preço alvo para as acções da Portugal Telecom de 9,75 euros, este ano, para 9,85 euros em 2006. O analista Nuno Vieira salienta, no entanto, a necessidade de clarificar a eleição da nova administração da operadora nacional, uma vez que há decisões estratégicas importantes a tomar.

A casa de investimento atribui a recomendação de «buy» risco médio para os títulos da maior operadora portuguesa.

Para o Millennium BCP a cotação das acções da Portugal Telecom em bolsa não reflecte totalmente o valor dos activos da empresa implicando uma redução do EBITDA de 23%, em termo nominais nos próximos 10 anos, cenário que indica «uma acção muito deprimida e uma atractividade interessante no campo das valorizações».

Nuno Vieira destaca as declarações do ministro das obras Públicas, Transportes e Comunicações como sendo negativas para a PT.

Mário Lino disse recentemente que Portugal não pode ignorar as pressões «no sentido da separação da gestão das infra-estruturas» como «uma das formas susceptíveis de melhorar a concorrência», referindo-se à separação da rede do cabo e do cobre ou da operação grossista da retalhista da Portugal Telecom.

O analista diz que se este «spin-off» acontecer o segmento das comunicações fixas da PT vai perder valor mas, por outro lado, o activo do cabo tornar-se-ia um alvo provável para uma aquisição podendo os accionistas da empresa beneficiar desse facto.

A incerteza que rodeia as eleições para a nova administração da PT é também apontada como negativa uma vez que «há decisões estratégicas» a tomar entre as quais remuneração dos accionistas, programas de cortes para fazer face ao aumento da competição nos mercados chave para Portugal e futuros investimentos em projectos de expansão para serem tomadas no curto prazo, destaca a casa de investimento.

«Adiamentos prolongados na clarificação da composição da futura administração não contribuem, do nosso ponto de vista, para uma performance positiva do preço da acção», diz a mesma fonte.

A possibilidade do Estado abdicar da «golden share» que mantém no capital da PT pode aumentar o valor especulativo da acção por facilitar uma eventual OPA por parte de uma operadora estrangeira como, exemplifica o banco, a Telefónica.

Potencialmente negativa é também a participação da PT no processo de candidatura à privatização da Tunisie Telecom uma vez que «o perfil actual da PT é o de uma acção focalizada na remuneração aos accionistas e concentrada no mercado de telecomunicações português e no mercado móvel brasileiro», diz o analista acrescentando que uma aquisição relevante vai alterar este perfil além de implicar o risco de um pagamento excessivo.

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