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Moratória foi pedida por 7.400 clientes afetados pelo mau tempo. Créditos atingem 930 milhões

Numa audição parlamentar, a vice-governadora do Banco de Portugal disse que o montante dos créditos abrangidos pela moratória representa "menos de 1,5% dos créditos à habitação das famílias e 4% dos créditos concedidos a empresas" nas regiões afetadas pelas tempestades.

Carla Raposo, vice-governadora do Banco de Portugal
Carla Raposo, vice-governadora do Banco de Portugal Paulo Calado
21 de Abril de 2026 às 18:01

Perto de 7.400 clientes particulares e empresas afetados pelo mau tempo, com créditos de 930 milhões de euros, aderiram, até final de março, à moratória de créditos decretada pelo Governo, anunciou esta terça-feira a vice-governadora do Banco de Portugal.

Numa audição parlamentar da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), Clara Raposo disse que o montante dos créditos abrangidos pela moratória representa "menos de 1,5% dos créditos à habitação das famílias e 4% dos créditos concedidos a empresas" nas regiões afetadas pelas tempestades.

A vice-governadora disse ainda que 60% dos pedidos de adesão à moratória de 90 dias partiu das empresas, maioritariamente de média dimensão e com vocação exportadora.

Clara Raposo referiu que a informação recolhida até ao momento pelo Banco de Portugal deve ser encarada "com prudência", uma vez que é ainda "incompleta e provisória".

"Seria imprudente da minha parte apresentar uma avaliação sem ter a informação completa" disse ainda, acrescentando que "a seu tempo" o banco central fará uma análise mais completa sobre o impacto das medidas desenhadas pelo Governo.

Em resposta a questões dos deputados, a vice-governadora do BdP disse não existir evidência de que a moratória sobre os créditos ou as linhas de crédito destinadas às empresas afetadas pelo mau tempo estejam a ser usadas para fazer algum tipo de "reciclagem de créditos".

A vice-governadora recordou que, de acordo com o boletim económico de março do banco central, o impacto do mau tempo "poderá tirar uma décima ao crescimento económico em 2026", apesar da recuperação e reconstrução em curso nas zonas afetadas.

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