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Guerra leva juros da casa à primeira subida em mais de dois anos

Em março as taxas de juro implicítas do crédito à habitação inverteram a tendência e subiram para 3,088%.

Casas Habitação
Casas Habitação Miguel Baltazar
21 de Abril de 2026 às 11:08
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Os juros implícitos da casa subiram em março pela primeira vez desde janeiro de 2024. No conjunto dos contratos de crédito, houve uma subida mensal ligeira de 0,9 pontos-base para 3,088%, de acordo com os dados publicados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos contratos celebrados nos últimos três meses ainda houve uma descida - a maior desde julho do ano passado - para 2,803%

Estes valores interrompem assim a tendência que vinha sendo registada desde o máximo atingido no início de 2024, de 4,657%. Até abril, registou-se uma , uma redução tem acompanhado a evolução das Euribor - que dependem da fixação de taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE).

Após ter avançado com a mais rápida subida de juros de sempre para travar a inflação gerada pela guerra na Ucrânia, a autoridade monetária liderada por Christine Lagarde voltou a fazer cair a taxa de referência em 200 pontos-base para os atuais níveis de 2%. Está assim desde junho do ano passado, mas os mercados financeiros antecipam que o próximo movimento seja de subida, o que se está já a refletir nos novos contratos.

Na finalidade de aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita também subiu 0,9 pontos base para 3,086%, mas nos contratos celebrados nos últimos três meses desceu 4,8 pontos base para 2,823%.

O valor médio da prestação subiu para 402 euros, o valor mais alto desde dezembro de 2024, superior em cinco euros face ao mês anterior e quatro euros acima do registado em março de 2024. A fasquia dos 400 euros não era superada desde fevereiro de 2025. "Do valor da prestação, 196 euros (48,8%) correspondem a pagamento de juros e 206 euros (51,2%) a capital amortizado. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou cinco euros, fixando-se em 700 euros (subida de 15,9% face ao mesmo mês do ano anterior)", indica o INE.

Já o capital médio em dívida subiu 584 euros comparativamente ao mês anterior, elevando-se para 77.078 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi 175.838 euros, mais 3.976 euros que em fevereiro.

Notícia atualizada às 11:20h

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