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Nasce em Beja Hospital Privado do Alentejo. Investimento é de 26 milhões e vai criar 250 empregos

A unidade hospitalar, que resulta de uma parceria estratégica a 15 anos entre a Empírica e a Siemens Healthineers, vai ter uma aposta forte na digitalização e experiência do paciente. Tem abertura prevista para o final de 2023 e vai criar 250 postos de trabalho.

Negócios 15 de Setembro de 2021 às 09:00
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Com o objetivo de reforçar a oferta de cuidados de saúde hospitalares diferenciados, vai nascer em Beja o Hospital Privado do Alentejo, resultado de uma parceria estratégica entre a Empírica, SGPS, SA e a Siemens Healthineers.

 

A apresentação pública da parceria realiza-se esta quarta-feira, em Beja, num evento que contará com a presença do ex-ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes e do presidente da CCDR Alentejo, António Ceia da Silva.

 

A Empírica é o promotor e futuro gestor desta unidade, "que é o primeiro passo no plano de expansão do grupo recentemente constituído e que conta na sua gestão com um conjunto de profissionais com larga experiência no setor, quer na área pública quer na área privada. A resposta aos novos desafios da saúde, com uma forte aposta na digitalização, está entre as prioridades da estratégia de crescimento", refere o grupo em comunicado.

 

A inauguração deste hospital está prevista para o último trimestre de 2023 e corresponde a um investimento de cerca de 26 milhões de euros. Entre as valências, vai contar com um centro de diagnóstico avançado e com tecnologia de última geração para as áreas de intervenção minimamente invasivas, podendo dar resposta a doentes agudos e crónicos. O projeto contempla ainda uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) com 80 camas.

 

A unidade hospitalar vai criar 250 postos de trabalho e vai impactar 120 mil pessoas na sua área de influência direta, segundo os seus responsáveis.

 

O Hospital Privado do Alentejo "pretende tornar-se uma unidade de saúde privada de excelência e tem a ambição de ser um prestador privado de referência em áreas como a cardiologia e a oncologia", sublinha o comunicado.

 

A Siemens Healthineers está presente neste projeto como parceiro estratégico da Empírica em duas vertentes essenciais, seja através da disponibilização de soluções e tecnologia médica avançadas, seja também, e principalmente, no apoio à digitalização e otimização da experiência do paciente.

 

"Uma vez que os nossos hospitais serão os primeiros concebidos numa era pós-covid a serem implementados em Portugal, incorporam os aspetos essenciais de uma nova realidade assistencial e da procura de cuidados de saúde, incluindo a deslocação sempre que possível da prestação de cuidados para perto do doente. Por exemplo, doentes com patologias cardíacas serão acompanhados 24h por dia, no conforto do seu lar, junto das suas famílias ou dos seus cuidadores", afirma o CEO da Empírica SGPS, SA, Francisco Miranda Duarte.

 

"Queremos igualmente assegurar a criação de um ambiente altamente tecnológico e digital, capaz de garantir a integração de toda a informação clínica através da interoperabilidade entre todos os sistemas de informação departamentais, de forma a poder prestar uma medicina personalizada com um grande foco nos resultados clínicos e no valor criado em saúde. Os residentes em Beja e no Baixo Alentejo têm as mesmas necessidades dos de Lisboa ou do Porto e nós estaremos cá para os servir", acrescenta.

 

A parceria a 15 anos com a Siemens Healthineers vai para além do fornecimento de soluções tecnológicas de ponta, já que vai contribuir para a melhoria da experiência dos doentes e do staff – neste último caso através, por exemplo, da disponibilização à equipa de formação avançada e da partilha de melhores práticas com instituições de referência internacionais, nomeadamente através de "fellowships" que anualmente os profissionais do hospital poderão ter nessas instituições.

 

"O paradigma da prestação de cuidados de saúde está em transformação. Os cuidados e os pacientes não estão circunscritos às fronteiras físicas do hospital – cada vez mais o acompanhamento dos pacientes deve ser feito onde quer que eles estejam. E isto é possível através de plataformas digitais, tecnologias diferenciadoras e processos clínicos e operacionais otimizados, que têm o paciente como elemento central. Pensar a prestação de cuidados desta forma implica pensá-la a longo prazo e é isso que está na génese desta nova unidade de saúde que vem reforçar a oferta de cuidados na região", sublinha Ivan França, CEO da Siemens Healthineers Portugal.

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