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Portugal teve a maior subida de empresas gazela da UE entre 2014 e 2017

A percentagem de empresas gazela no tecido empresarial português é a terceira maior da União Europeia. Esta posição foi alcançada por Portugal após ter registado a maior subida entre os países europeus.

Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 11 de Dezembro de 2019 às 16:06
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O peso das empresas gazela na economia portuguesa quase duplicou em apenas três anos, passando Portugal a estar na terceira posição neste indicador da União Europeia, apenas atrás da Irlanda e da Espanha. Entre os setores, o destaque vai para a indústria transformadora, seguindo-se os setores ligados ao turismo como o comércio, o alojamento e a restauração.

As empresas gazela são empresas em que o número de postos de trabalho aumentou mais de 10% por ano num período de três anos, segundo a definição do Eurostat, que divulgou estas estatísticas na terça-feira, 10 de dezembro. Neste universo apenas são consideradas as empresas que tinham 10 trabalhadores quando este crescimento elevado começou. 

Na comparação europeia, entre 2014 e 2017, Portugal passou de um lugar perto da média para um lugar cimeiro: a percentagem de empresas com elevado crescimento passou de 8,6% para os 14,2% em três anos, a maior subida percentual entre os 28 Estados-membros. Este desempenho aconteceu num período em que o mercado de trabalho melhorou significativamente, tendo a taxa de desemprego baixado para a casa dos 6%.
Neste indicador, em 2017, o tecido empresarial português fica apenas atrás da Irlanda (16,5%) e Espanha (15%). A média da União Europeia é de 11,3%, aumentando 2,1 pontos percentuais face a 2014. Na cauda da Europa está o Chipre (2,7%, dados de 2016), a Roménia (2,9%) e a Grécia (6,7%).

"As empresas de elevado crescimento têm um papel importante na contribuição que fazem para o crescimento económico e a criação de emprego", assinala o gabinete de estatísticas europeu. Exemplo disso é que, segundo os dados do Eurostat, 23,1% (mais de 2 em 10) dos trabalhadores portugueses estavam empregados numa empresa gazela. Nesta ótica, apenas a Irlanda tem uma percentagem maior (24,7%).

Indústria transformadora com maior número de empresas gazela
Uma análise mais pormenorizada aos dados permite concluir que a indústria transformadora tem o maior número de empresas gazela e que foi também este o setor que mais somou empresas deste tipo entre 2014 e 2017. Este setor passou de 1.085 para 1.728 empresas gazela, mais 641. 

Desagregando as várias categorias dentro desse setor, é possível concluir que o maior contributo foi dado pelas empresas que fabricam produtos metálicos (exceto máquinas e equipamento), seguindo-se as que produzem bens alimentares e as do setor têxtil. 

Dando um passo atrás, além da indústria transformadora, o número de empresas gazela em Portugal também cresceu no comércio (+557), no alojamento e restauração (+498) e na construção (+474). Ao todo, o tecido empresarial contava em 2017 com mais 2.707 empresas deste tipo, face a 2014, num total de 5.855 empresas gazela.



Estas conclusões resultam da análise do número de empresas. Caso a análise se foque no peso das empresas gazela no total das empresas com mais de 10 trabalhadores, o maior aumento desse peso verificou-se no alojamento e restauração (8,4%) e na construção (8,1%).

Apesar dos crescimentos significativos nesses setores nos últimos três anos, o setor das tecnologias de informação e comunicações continua a ser o que tem maior percentagem de empresas gazela (19,6%), seguindo-se as atividades administrativas e os serviços de apoio (18,7%) e o transporte e armazenamento (17,9%). 

Na UE, as empresas gazelas também têm maior peso no setor dos serviços. Em concreto, este tipo de empresas tem maior peso no setor das tecnologias de informação e comunicações (17%), nas atividades administrativas e os serviços de apoio (15,3%), no transporte e armazenamento (14%) e nas atividades técnicas, profissionais e científicas (12,7%).
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