pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Privados assumem interesse na Águas de Portugal, mas querem garantias de sustentabilidade financeira

As empresas do sector da água estão atentas à reestruturação da Águas de Portugal e às oportunidades de concessões que daí podem surgir, mas alertam para a necessidade de adoptar um modelo eficiente que assegure uma actividade financeiramente sustentável.

25 de Março de 2012 às 11:24

A ministra da Agricultura e Ambiente, Assunção Cristas, garante que o Governo não está interessado em privatizar a 'holding' estatal, abrindo a porta às concessões, mas o modelo ainda não está definido e há vários problemas para resolver, entre os quais a pesada herança de uma dívida municipal que ascende a cerca de 400 milhões de euros.

Ainda assim, várias empresas concessionárias de sistemas em baixa (distribuição de água à população) contactadas pela Lusa assumem o interesse no negócio.

É o caso da Indaqua que controla cinco concessões municipais no Norte do país (Fafe, Santo Tirso/Trofa, Feira, Matosinhos, Vila do Conde) e está presente em São João da Madeira através de uma parceria público-privada com a empresa municipal de distribuição de água.

A empresa detida pela Mota-Engil, Soares da Costa e Hidrante "está atenta a todas as oportunidades que surgirem nos sectores da água e do saneamento" e "será seguramente candidata às concessões que as Águas de Portugal venham a concursar", desde que estas sejam muito claras quanto aos direitos e obrigações do concedente e da concessionária e que serão económica e financeiramente viáveis, respondeu o presidente, Paulo Pinheiro.

O mesmo acontece com a Aqualia, do grupo de construção espanhol FCC, que está presente no Fundão, em Abrantes, Campo Maior, Elvas e Cartaxo.

Artur Vidal, director da Aqualia Portugal, lembrou que o grupo marca presença em 17 países e detém uma carteira de negócios superior a 13 mil milhões de euros, dos quais 30% provenientes da actividade internacional, para dizer que a empresa quer crescer no mercado português, sendo uma "potencial interessada nas futuras concessões que, quer a Águas de Portugal, quer os municípios, ponham a concurso".

O maior grupo mundial do mercado de abastecimento de água, a Compagnie Générale des Eaux, que opera em Portugal através da Veolia Água (Águas de Mafra), também está atenta ao sector.

"Quando a solução for conhecida para o país, [a empresa] analisará as oportunidades que daí resultarem e disponibilizar-se-á para fazer parte da solução", declarou o administrador, Fernando Ferreira.

Os privados elegem prioridades semelhantes na reestruturação da Águas de Portugal:

"Não perpetuar o modelo e as ineficiências existentes, fazendo verdadeiras alterações de fundo, sem cair na tentação da opção por medidas simplistas, a que tantas vezes se chama "as possíveis", e que só irão piorar a situação", salientou, o responsável da Indaqua, Paulo Pinheiro.

Artur Vidal, da Aqualia, assinala a necessidade de garantir "não só a manutenção da capacidade financeira da empresa, bem como a sustentabilidade do próprio sector das águas, conjuntamente com a capacidade de manter o seu fornecimento em quantidade, qualidade e a um preço socialmente equilibrado".

Já sobre o modelo a seguir, as opiniões divergem.

Para a Indaqua, "o modelo de concessão é fundamentalmente mais atractivo para o país". Paulo Pinheiro sublinha que a privatização é "pouco exequível na prática e menos conveniente aos interesses públicos" e considera que "a concessão de empresas regionais de água e saneamento permite a criação de alguma concorrência e de termos de comparação entre elas".

Ainda assim, acrescenta, "para as empresas privadas todos os modelos serão possíveis desde que sejam absolutamente claras as obrigações e direitos de todos os envolvidos -- Estado, cidadãos utilizadores dos serviços e empresas privadas -, desde que os pressupostos em que se fundamentam as projecções para empresas objecto dos concursos sejam realistas, desde que seja efectivamente possível às empresas privadas introduzirem melhorias de gestão e operacionais e desde que, finalmente, as empresas objecto dos concursos sejam, de facto, sustentáveis económica e financeiramente".

Para a Aqualia são "ambas opções viáveis para uma eventual melhoria da prestação de serviços públicos de água e saneamento em Portugal, dependendo a avaliação de cada proposta individual".

Artur Vidal recordou que a Aqualia já participou em Portugal quer em processos de privatização, quer de concessão, e afirmou que "a intervenção dos privados terá de ser considerada como um meio de melhorar a eficiência sem pôr em causa o objetivo essencial de qualidade e preço socialmente aceitável do serviço".

A Lusa contactou também a Aquapor, do consórcio DST/ABB que declinou responder. A AGS (da Somague Ambiente) e a Fomentinveste não responderam.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.