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"Portugal implementa sistema de portagens mais caro e caótico do mundo"

O jornal espanhol "El Mundo" descreve o novo sistema de portagens das SCUTS como "o mais caro e caótico do mundo". Um cidadão espanhol que queira ir da Galiza ao Porto – um troço de 76 quilómetros - terá que desembolsar 77 euros.

16 de Outubro de 2010 às 12:21

O jornal espanhol destaca a crise por que passa Portugal e que obrigou ao fim das isenções de pagamento nas autoestradas em causa, adiantando que o novo sistema contempla dois tipos de pagamento: um para portugueses e outro para estrangeiros.

No caso dos portugueses as primeiras dez viagens serão grátis e as restantes terão um desconto de 15%, ao passo que os cidadãos espanhóis não terão os mesmos benefícios.

O “El Mundo” adianta que um cidadão espanhol que parta de Vigo, rumo a Portugal, tem à sua espera “um caminho de incertezas”. Desde logo, uma vez passada a fronteira, e entrando na cidade de Valença, deparam-se com a primeira dificuldade: adquirir o dispositivo electrónico que permita pagar portagem.

O aluguer do dispositivo – que se encontrava esgotado na estação dos correios de Valença – custa 27 euros, sendo que pela primeira utilização do aparelho o posterior reembolso será logo descontado de 4,30 euros (1,30 euros nas semanas seguintes).

Ainda antes de sair da estação dos correios há que carregar o aparelho. 50 euros para veículos ligeiros e 100 euros para veículos pesados. Neste caso não haverá qualquer reembolso e o carregamento apenas valerá por 90 dias.

A publicação espanhola adianta ainda que a alternativa será recorrer á A3, ainda que tal recurso transforme um percurso de hora e meia (pela A28) numa viagem de três ou quatro horas (pela A3). Alerta ainda assim para a possibilidade de se ter que recorrer às autoestradas A25 ou A41 para entrar no Porto, caso em que o problema voltará a surgir.

Face a estes valores, os cidadãos galegos juntam-se ao coro de protestos que já se ouve do lado de cá da fronteira. “Se vou com cinco euros no bolso, têm que me cobrar, não tenho que ser obrigado a comprar dispositivo nenhum”, explica José Manuel Fernadez Alvariño, presidente da Confederação de Empresários de Pontevedra.

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