Repsol coloca 254 trabalhadores em "lay-off"
Mais de metade dos trabalhadores do Complexo Petroquímico da Repsol, em Sines, entraram hoje, a partir da meia-noite, em lay-off por um período de seis meses, numa suspensão de trabalho que afecta rotativamente 254 de 458 empregados.
Mais de metade dos trabalhadores do Complexo Petroquímico da Repsol, em Sines, entraram hoje, a partir da meia-noite, em “lay-off” por um período de seis meses, numa suspensão de trabalho que afecta rotativamente 254 de 458 empregados.
"O lay-off começa oficialmente às 00:00 de sexta-feira, com a rotação que foi pré-definida e acordada entre a administração e a Comissão de Trabalhadores", disse à agência Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Repsol, Francisco Torres.
O acordo alcançado nas negociações entre a Comissão de Trabalhadores e a Repsol foi aprovado por maioria, com 214 votos, numa votação que decorreu a 29 de Junho e em que participaram 242 trabalhadores.
Segundo o acordo alcançado, os trabalhadores ficam em suspensão temporária de contrato de trabalho ('lay-off'), com o "pagamento de 80% da retribuição base e dos subsídios", bem como da "comparticipação habitacional".
"Os benefícios sociais serão pagos a 100%, nomeadamente o de infantário e o de estudos, e o seguro de saúde mantém-se", acrescentou Francisco Torres, referindo que o acordo terá reavaliações mensais, apesar de a "lei dizer que deve ser revisto trimestralmente".
"O número médio de trabalhadores em lay-off vai ser de 254 e todos os postos de trabalho desta empresa estão sujeitos ao lay-off", avançou.
No entanto e justificado com "razões de segurança", nem todos os trabalhadores vão entrar "de forma igual em lay-off".
"A equipa de segurança e de incêndios não vai fazer lay-off e na parte do ambiente também vão ficar com o período de lay-off restringido para um mês cada um", adiantou o representante dos trabalhadores.
"Há turnos que rodam de 15 em 15 dias, há outros sectores que farão a rotação de 21 em 21 dias. Na armazenagem, a rotação será sempre de 50 por cento, uma vez que são só dois trabalhadores por turno", exemplificou.
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