“Se houver mais concentração, haverá novas formas de concorrência”
O presidente do Santander Totta, Nuno Amado, acredita que há margem para maior concentração bancária no mercado português. “Se houver mais concentração, haverá novas formas de concorrência”, afirmou hoje na apresentação dos resultados semestrais do banco.
O presidente do Santander Totta, Nuno Amado, acredita que há margem para maior concentração bancária no mercado português. "Se houver mais concentração, haverá novas formas de concorrência", afirmou hoje na apresentação dos resultados semestrais do banco.
As acções do BCP subiram ontem mais de 5% e hoje continuam em alta na bolsa, reagindo a declarações de Jardim Gonçalves e Fernando Ulrich, que levaram o mercado a especular sobre uma fusão amigável entre o BCP e o BPI.
Numa entrevista ao "Público", questionado sobre a possibilidade do BCP e do BPI se juntarem amigavelmente, Jardim Gonçalves afirmou que é a favor "de alguma concentração no sector". "Qual? A máxima", acrescentou.
Para Nuno Amado, neste momento, "o sector financeiro português tem bastante concorrência, mas há sempre espaço para mais concorrência". O banqueiro acredita que, caso haja mais concentração – o que, como sublinhou, dependerá da posição da Autoridade da Concorrência e do Banco de Portugal – surgirão "novas formas para concorrer".